Quinta, 23 de Maio de 2019
   
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Quando as Estrelas Caírem sobre a Terra

Em 1784, no sertão da Bahia, foi encontrado, por um menino que pastoreava gado, o maior meteorito brasileiro — à época, o segundo maior do mundo (hoje, porém, na 16ª colocação). Trata-se do Meteorito do Bendegó, um siderito, composto por ferro, níquel e cobalto, com comprimento de 2,2 metros e mais de 5 toneladas. Dois anos depois, o imperador Pedro II, ao ficar sabendo da existência do meteorito, em sua visita à Academia de Ciências de Paris, ordenou uma das operações de engenharia de transporte mais complexas do império para que a rocha chegasse ao Rio de Janeiro, em 1888, onde seria recebido pela princesa Isabel, encontrando morada no Museu Nacional do Rio de Janeiro — local do lamentável incêndio de setembro de 2018 que entristeceu a história de nosso país. O meteorito, porém, resistiu ao incêndio, provavelmente por causa de sua composição metálica.

Dos mais de 52 mil meteoritos catalogados, os cientistas acreditam que a maioria tenha vindo de asteroides (corpos rochosos e metálicos que possuem órbita definida ao redor do Sol). Porém, acredita-se que 134 tenham vindo da Lua e 132 de Marte, ejetados por ocasião do grande impacto de cometas ou asteroides. Desde os anos 1960, os geólogos encontraram mais de 180 crateras em nosso planeta que, supostamente, foram formadas por meteoros em algum momento da história da Terra. Logo, meteoros são assustadores e, recentemente, a Nasa teve aprovação de uma grande iniciativa para buscar defender nosso planeta de impactos, demonstrando que asteroides podem ser defletidos de sua rota de colisão com nosso planeta (Double Asteroid Redirection Test — Dart).

Em 2013, na Rússia, um meteoro de mais de 20 metros e pesando mais de 13 mil toneladas tornou-se uma bola de fogo brilhante e explodiu sobre Chelyabinsk, causando uma onda sonora que danificou milhares de edifícios e feriu cerca de 1.500 pessoas devido aos vidros quebrados e outros detritos (vídeos impressionantes no YouTube estão disponíveis). Felizmente, esse meteoro desintegrou-se antes de atingir a superfície da Terra, mas ilustra bem o potencial de destruição que os meteoros possuem.

 

Os evolucionistas acreditam que os asteroides são sobras do disco protoplanetário de gás e poeira ao redor do Sol que, supostamente, formou os planetas do Sistema Solar há bilhões de anos. Os criacionistas, por outro lado, acreditam na Bíblia, que revela que Deus preencheu o Sistema Solar com esses objetos intrigantes na semana da criação, possivelmente no quarto dia da criação.

Os geólogos evolucionistas não estabeleceram a idade da Terra pela datação radioativa das rochas da Terra. Pelo contrário, eles utilizaram meteoritos. O método reside no fato de que, se ambas — rochas da Terra e rochas do espaço — foram formadas ao mesmo tempo, qualquer uma pode ser datada e meteoritos são preferíveis, pois nosso planeta é muito dinâmico e traz dificuldades para encontrar rochas originais. Logo, em 1956, Clair Patterson, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, relatou a idade da Terra em cerca de 4,55 bilhões de anos, baseada em suas análises de átomos de chumbo a partir do decaimento radioativo do urânio em cinco meteoritos. Ele também analisou o sedimento oceânico, que contém átomos de chumbo do decaimento radioativo de urânio em rochas misturadas ao longo da história da Terra.

Todavia, a datação radioativa deve assumir as condições de partida no tempo zero quando o decaimento radioativo começou. Todo o material original tinha de ter uma composição inicial, mas não sabemos o que era — nem criacionistas, nem evolucionistas. Logo, se estivermos equivocados em nossas pressuposições do conteúdo original, todas as datas radiométricas calculadas estarão erradas.

Histórias interessantes parecem gravitar ao redor de meteoritos e, de fato, eles nos trazem importantes informações sobre a criação de nosso Senhor e sobre como Deus os usará para trazer juízo à Terra durante a Grande Tribulação: “As estrelas do céu caíram pela terra, como a figueira, quando abalada por vento forte, deixa cair os seus figos verdes, (…) Os reis da terra, os grandes, os comandantes, os ricos, os poderosos e todo escravo e todo livre se esconderam nas cavernas e nos penhascos dos montes” (Ap 6.13,15). Dito isso, meteoros são mensageiros do espaço e nos lembram que a vida é frágil.

 

Nós, ao observar “estrelas cadentes”, deveríamos nos lembrar quão “cadente” é a nossa alma maculada pelo pecado e que somos inteiramente dependentes da salvação manifesta em nosso Senhor Jesus Cristo. A cultura atual diz que, para cada estrela cadente avistada, deve-se fazer um pedido. Entretanto, o ser humano deveria olhar para estrelas cadentes como um sinal de que um juízo vindouro e certeiro chegará à Terra por causa da obstinada rebeldia do homem contra seu Criador. Nossa súplica é que o coração daqueles que não creram em Cristo não resista ao calor da Palavra de Deus como o Meteorito do Bendegó resistiu às chamas do Museu Nacional.

 

Ev. Leandro Boer

 

 

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