Quinta, 13 de Dezembro de 2018
   
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Provérbios 11.20

      

Provérbios 11.20

“O Senhor detesta os perversos de coração, mas os de conduta irrepreensível dão-lhe prazer” (Pv 11.20 NVI). 

Um homem entra em um restaurante e pede ao garçom um filé à parmegiana. O garçom anota o pedido e sai. Em pouco tempo ele volta com uma feijoada e a serve ao cliente. Este, delicado no trato com o homem de serviço, lhe informa que não pediu feijoada, mas filé à parmegiana. Para sua surpresa, o garçom responde: “Eu sei”. O silêncio constrangedor é quebrado quando o cliente pergunta: “Por que, então, você me serviu o que eu não pedi?”. A absurda resposta é: “Porque eu gosto de servir feijoada”. Essa história hipotética ilustra como os homens — e até certas igrejas — se colocam diante de Deus. Eles não se importam com a vontade e o gosto do Senhor, mas apenas com os seus próprios. É claro que dá para imaginar Deus tão desagradado com isso quanto o cliente do restaurante.

Se as pessoas tendem a supervalorizar seus próprios sentimentos e vontades em detrimento dos do Senhor, Salomão não deixa que isso ocorra. Ele fala justamente do que Deus sente diante do pecado e dos pecadores que não se arrependem: ele os “detesta”. Essa forte expressão exclui a ideia de um Deus que se parece mais com o Papai Noel que com o criador e justo juiz de toda a Terra. É fato que “Deus é amor” (1Jo 4.8,16), mas Deus também é “santo” (1Pe 1.16), ou seja, separado de todo mal e todo pecado. Em função disso, ele se aborrece dos pecadores até tratar seus pecados por intermédio de Jesus Cristo, o que só ocorre quando eles creem nele.

Por outro lado, os justos são motivo de deleite para o Senhor. Isso é descrito em termos do procedimento deles: uma “conduta irrepreensível”. Esse é um modo de se referir não a pessoas perfeitas, mas a servos verdadeiros que lutam para fazer a vontade do seu Senhor. E nessa luta, auxiliados por Deus, eles se diferenciam em sua prática dos “perversos de coração”. A fé e a sujeição a Deus, ainda que limitadas nessa vida, são razão de o Senhor se deleitar neles. E se Deus se sente assim, imagine como se sentem os servos.

Pr. Thomas Tronco

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