Segunda, 24 de Setembro de 2018
   
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Provérbios 10.31,32

  

Provérbios 10.31,32

A boca do justo produz sabedoria, mas a língua perversa será extirpada. Os lábios do justo sabem o que é próprio, mas a boca dos ímpios só conhece a perversidade” (Pv 10.31,32 NVI).

Antes de encerrar o capítulo 10, Salomão volta a falar sobre o uso das palavras, tamanha a importância do assunto. Sua insistência no tema deve ter vindo de dois fatores. O primeiro deles, o conhecimento teórico sobre o assunto. Outros reis sábios como Agur (Pv 30.10) e Lemuel (Pv 31.26) também versaram sobre o tema e seus ouvintes certamente se admiravam com a retidão e bom senso de tais palavras. O segundo fator deve ter sido seu conhecimento prático. Certamente, ele viu e ouviu muitas tolices de homens e mulheres, podendo contabilizar os resultados de palavras ditas sem reflexão e temor.

Nesses versículos finais, o sábio rei cria uma relação de causa e efeito entre suas colocações, sendo que o v.31 contém o uso da língua, enquanto o v.30 contém o resultado das palavras. Assim sendo, os homens que “sabem o que é próprio” de ser dito são aqueles cuja boca produz sabedoria. Tais pessoas, guiadas pelos valores da Palavra de Deus e não por seus impulsos carnais, dizem coisas que produzem bens. Elas pensam bem antes de falar cada palavra, avaliando previamente o resultado. Elas pensam o que sentiriam e como reagiriam se ouvissem o que estão prestes a dizer. Também colocam na balança o fato de os possíveis resultados glorificarem a Deus ou envergonharem seu nome. Só então dizem o que querem ou se calam a fim de não causar danos.

Entretanto, o tolo, homem que “só conhece a perversidade”, acaba tendo sua língua “extirpada”. É claro que, durante a história, muitos homens devem ter sofrido essa pena de modo literal. Entretanto, nos parece que o rei sábio quer dizer mais que isso, apontando para o fato de que consequências indesejadas ocorrem àqueles que não dosam suas palavras. Na verdade, um ditado moderno mantém essa sabedoria nas palavras: “Quem fala o que quer, ouve o que não quer”. Por isso, não é nada bom uma pessoa falar imediatamente o que lhe vem à mente e com um ânimo alterado. Antes, ela deve deixar passar as emoções e refletir muito bem antes de falar alguma coisa. E se perceber que não há algo bom a dizer, que se cale: “Até o insensato passará por sábio, se ficar quieto” (Pv 17.28a).

Pr. Thomas Tronco

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