Quarta, 18 de Julho de 2018
   
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Provérbios 11.13

    

Provérbios 11.13

Quem muito fala trai a confidência, mas quem merece confiança guarda o segredo” (Pv 11.13 NVI). 

Quase todo mundo já ouviu a revelação do segredo de outra pessoa por alguém que lhe disse: “Estou contando isso para você, mas é segredo, de modo que fica só entre nós”. Infelizmente, quase todo mundo que ouviu tal frase também contou o segredo alheio a outra pessoa e repetiu as mesmas palavras de sigilo. No final das contas, o que era secreto acaba na boca de todo mundo, criando fofocas, maldade e consequências difíceis ou impossíveis de reverter.

No contexto do livro de Provérbios, tais homens são expostos como tolos. Não se pode confiar neles por serem insensatos. Sua tolice lhes faz terem prazer em revelar coisas que nunca deveriam ser ditas, na intenção de produzir uma imagem de alguém bem informado e que sabe de tudo que ocorre. A causa disso é falta de domínio sobre a boca. Salomão atribui esse procedimento vergonhoso e desleal ao impulso de falar muito. Normalmente, quem fala demais não pensa realmente no que diz. A palavra mal chega à mente e já é dita abertamente. Fica difícil conter a língua quando se conversa apenas por impulso.

O homem sábio faz exatamente o oposto. Ele pensa nas consequências de falar o que não deve ser dito e avalia o valor da confiança entre as pessoas. Assim, ele não arrisca a segurança de quem lhe confidenciou sua intimidade apenas para ter assunto ou se mostrar uma pessoa bem informada. Ao contrário, ele se mostra confiável e um amigo de verdade. Além disso, ele não é tolo a ponto de achar que seus ouvintes guardarão o segredo que ele não guardou. Por isso, o sábio não é apenas aquele que fala o que deve ser dito, mas também o que cala naquilo que deve ser resguardado.

Pr. Thomas Tronco

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