Segunda, 19 de Novembro de 2018
   
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Provérbios 12.2

        

Provérbios 12.2

“O homem bom obtém o favor do Senhor, mas o homem que planeja maldades o Senhor condena” (Pv 12.2 NVI). 

Meu pai me dizia: “Dinheiro chama dinheiro”. Com isso, ele queria dizer que pessoas que têm recursos financeiros para investir obtêm lucros que aqueles que não têm as mesmas posses não conseguem. O resultado final é que os ricos ficam mais ricos e os pobres ficam mais pobres. Se meu pai tinha razão ou não nisso, eu não sei. Mas uma coisa é certa: o mesmo princípio se aplica ao relacionamento dos homens bons e maus com Deus.

Salomão começa falando sobre o “homem bom”. É claro que a qualificação “bom” depende muito de quem observa. Mas, dada a resposta de Deus a eles, o rei sábio se refere à opinião de Deus sobre tais homens e seus parâmetros de verificação dos seus servos. Por isso, o homem bom, nesse texto, é aquele que crê, busca e teme a Deus e que lhe obedece as instruções e a justiça nos atos do seu dia a dia. Se essa é a disposição de tais homens, a resposta de Deus a eles é lhes conceder seu “favor”. A palavra hebraica utilizada no texto descreve o prazer que o Senhor tem em tais servos e o modo como ser favorável a eles é revertido em bênçãos. No final, os bons recebem o bem de Deus, ainda que muitas vezes esse bem seja produzido de modos misteriosos e em um plano de longo prazo.

A segunda parte do versículo, que se contrapõe à primeira, se refere aos maus como “o homem que planeja maldades”. Essa descrição mais longa talvez se deva ao fato de a maldade em tais pessoas não surgir apenas nos seus atos, mas muito antes, nos planos corrompidos do seu coração. Assim como Deus responde à altura a bondade dos que o temem, sua resposta aos maus desígnios dos ímpios é compatível com seu desgosto pelo pecado: “O Senhor os condena”. Se cedo ou tarde essa condenação se mostrará na vida dos rebeldes, pelo menos ninguém pode ter esperança de passar ileso diante do julgamento do Senhor a não ser que o busque em fé para perdão de pecados. Se é dito que o crime não compensa, o pecado também não. Assim, os homens bons encontram o bem, enquanto os homens maus repousam sobre o crescente mal que os traga de um modo ou de outro. Depende agora do que cada um quer realmente para si ao se ver diante do justo Senhor. Que isso sempre encoraje os bons a serem ainda melhores e faça os maus tremerem somente de pensar que um dia estarão no tribunal divino.

Pr. Thomas Tronco

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