Segunda, 24 de Setembro de 2018
   
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Provérbios 12.24

     

Provérbios 12.24

“As mãos diligentes governarão, mas os preguiçosos acabarão escravos” (Pv 12.24 NVI). 

Meu sogro, antes de ser pastor, trabalhou por muitos anos, desde sua adolescência, com forração e decoração de ambientes. Eu pude vê-lo em ação ao decorar o quarto da minha recém-nascida filha e fiquei impressionado com a qualidade do seu trabalho. Por isso, seu trabalho era tão caro e seus clientes eram tão seletos. Ele me contou que certa vez atendeu um desses clientes em uma cidade litorânea e, apesar de o cliente ter pressa de ver o trabalho concluído, todos os dias dizia para meu sogro encerrar o trabalho mais cedo e ir para a praia. Para aquele homem, trabalhar demais não era aconselhável e o bom da vida era matar o tempo com diversão e descanso. Para ele, os paulistas tinham muito a aprender sobre a preguiça.

Salomão não incentivava ninguém a ser um viciado em trabalho, mas certamente sabia e ensinava sobre as consequências da preguiça. Por isso, ele começa falando dos trabalhadores, a quem chama de “mãos diligentes”. Ele não tem em mente somente as mãos, mas toda a pessoa. Segundo sua observação e a sabedoria que lhe foi dada, concluiu que os que não têm preguiça de trabalhar e se esforçam para cumprir seus deveres terão como resultado o fato de que eles “governarão”. Isso não significa ser beneficiado pela sorte, mas alcançar objetivos pelo qual se luta, por vezes, durante muito tempo. Assim, trabalhadores viram patrões e proprietários.

Por outro lado, há também “os preguiçosos”. Trata-se daqueles que sempre arrumam uma desculpa para não cumprirem seus papeis, nem fazerem seus deveres. Nunca adiantam um trabalho, mas o protelam quanto podem. Tornam-se muito hábeis em fazer as pessoas acreditarem que eles estão se dedicando e que o resultado final do trabalho logo virá, mas a realidade é que não aproveitam seus talentos e tentam fazer com que outros assumam suas responsabilidades. Isso tudo pode dar certo durante algum tempo, mas não para sempre. No final, o resultado inevitável é que eles “acabarão escravos”. Nos nossos dias não existe mais a escravidão, mas existem dívidas, processos judiciais e nomes sujos na praça. Por fim, quem trabalha pode descansar depois, mas quem descansa no começo, quando deveria trabalhar, acaba sobrecarregado no final.

Pr. Thomas Tronco

 

 

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