Domingo, 23 de Setembro de 2018
   
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Provérbios 12.28, 13,6

Provérbios 12.28, 13.6

“No caminho da justiça está a vida; essa é a vereda que preserva da morte. [...] A retidão protege o homem íntegro, mas a impiedade derruba o pecador” (Pv 12.28,13.6 NVI). 

Quase todos os dias a televisão reporta ocorrência de criminosos que trocaram tiros com a polícia e acabaram feridos, na melhor das hipóteses, e até mortos. Aí, então, chove gente acusando os policiais de força excessiva e até de execução, esquecendo-se que o bandido, se pudesse, teria matado todos os policiais que o perseguiam. De qualquer modo, havendo excesso de força ou não, algo é imutável: a escolha do bandido pela vida criminosa o colocou diante da troca de tiros com homens da lei e ele não é uma vítima inocente ao ser abatido.

Pensando nas consequências de atos ilegais e criminosos, Salomão encoraja seus leitores a buscar o caminho oposto ao do criminoso a fim de encontrar um rumo também contrário ao triste fim de muitos bandidos. Ele diz que a prática da “justiça” pelos homens acaba por lhes garantir a “vida”. É obvio que homens justos também morrem — muitas vezes, nas mãos de criminosos injustos. Entretanto, o assunto do texto são as consequências da justiça e da injustiça. Nesse sentido, o “homem íntegro” não costuma receber os infortúnios produzidos por uma vida arriscada e desonesta, pois a “retidão o protege”.

Devemos lembrar que nos dias antigos muitos crimes eram punidos com a morte, razão pela qual esse texto faz mais sentido à luz de tal realidade. Homens que matassem outros ou que traíssem seus reis estavam diante de uma possibilidade quase certa de que acabariam mortos. A injustiça e a “impiedade” sempre foram causas da derrocada do “pecador”. Quanto aos justos, isso é bem diferente. Sua justiça está ao seu lado e o “preserva da morte”, seja por não merecer a punição capital, seja por não se envolver com pessoas ruins que podem acabar com sua vida diante de qualquer revés ou mudança de humor. O homem justo não deve às autoridades e não anda perto dos maus. E por que o faria, se o custo da injustiça é normalmente bem maior que seus lucros?

Pr. Thomas Tronco

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