Domingo, 26 de Fevereiro de 2017
   
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Evangelismo : Dever e Decreto

 

Uma afirmação comum na história da teologia cristã é de que igrejas calvinistas não evangelizam. Isso não é verdade.

A própria História em si desfaz a acusação contra os calvinistas de não serem evangelistas. As quase cinqüenta gráficas dirigidas por João Calvino para publicar material evangelístico apontam para isso, sem falar nos primeiros dois missionários a porem os pés no Brasil que foram enviados pelo próprio Calvino em pessoa. O chamado “príncipe dos pregadores”, Charles Spurgeon, sendo convictamente calvinista, dedicou-se ao evangelismo a ponto de receber sua alcunha. George Whitefield, também calvinista, é alvo de estudos nas matérias que analisam os grandes fenômenos de conversões.

Nós da Igreja Batista Redenção, calvinistas que somos, também nos dedicamos ao evangelismo pelas seguintes razões:

1. É uma ordem (Mt 28.19; At 1.8) – Independente da eleição da graça (Rm 9.11) ou de quem Deus escolheu antes da fundação do mundo para ser santo (Ef 1.4), o ato de pregar o Evangelho é uma ordem dada por Cristo. Por si só tal ordem obriga todo crente a evangelizar os perdidos, mesmo que nenhum deles jamais fosse salvo.

2. É o meio que, por decreto, foi escolhido por Deus para salvar os eleitos (1Co 1.21) – Deus, em sua soberania, poderia ter decretado qualquer outro meio de salvação que ele escolhesse. Mas "aprouve a ele" salvar os perdidos pela “loucura da pregação”. Assim, não há salvação de qualquer ser humano que não seja mediante a mensagem do Evangelho e das Escrituras (Jo 17.17,20; Rm 1.16; Ef 1.13; 2Tm 3.15; Hb 2.3).

3. O Senhor escolheu quem iria salvar mas não revelou à Igreja quem são eles (Jo 10.16) – Jesus não somente falou que iria conduzir outras ovelhas, mas também orou por elas (Jo 17.20) e afirmou que por elas ele dava sua vida (Jo 10.11,14-15). Entretanto, Jesus nunca deu à Igreja uma lista que designasse quem são tais ovelhas. Em lugar disso, ordenou que se continuasse pregando a fim de que fossem alcançados pela pregação aqueles que lhe pertencem (At 18.9-11).

4. A pregação do Evangelho, independente do resultado, glorifica o Senhor – Para o calvinista não existe pregação infrutífera. Todas as vezes em que o Evangelho é pregado, o nome de Deus é glorificado. Nas pessoas que são salvas mediante a pregação do Evangelho Deus dá a conhecer “as riquezas da sua glória” (Rm 9.23), enquanto nas pessoas que rejeitam a mensagem do Evangelho Deus “mostra a sua ira e dá a conhecer o seu poder” (Rm 9.22). Em ambos os casos, os atributos de Deus se tornam patentes ao homem e revelam sua glória.

5. É uma tarefa que está diretamente ligada ao caráter e à existência da Igreja (1Pe 2.9) – Ou seja, a Igreja do Senhor foi separada “a fim de proclamar as virtudes daquele que a chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”.

Por essas razões, a Igreja Batista Redenção em seus cultos, reuniões e atividades externas à igreja, dedica-se a espalhar a mensagem do Evangelho para que o Reino de Deus seja expandido e para que as ovelhas de Cristo sejam reunidas.

Pr. Thomas Tronco

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