Domingo, 23 de Setembro de 2018
   
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Provérbios 14.1

     

Provérbios 14.1

“A mulher sábia edifica a sua casa, mas com as próprias mãos a insensata derruba a sua” (Pv 14.1 NVI). 

Algumas vezes, eu fico chateado em algumas rodas masculinas. Uma dessas ocasiões é quando o casamento se torna alvo de piadas e de desprezo. Ver homens casados sorrirem ao colocar medo nos solteiros com relação ao que sua vida se tornará depois de dizerem “sim” também não melhora meu humor. A razão disso é que o casamento é o oposto de uma prisão da qual o encarcerado quer fugir. Na verdade, é o refúgio para onde o cansado corre a fim de se deleitar e ter consolo e felicidade. Dito isso, eu compreendo a atitude de vários homens, já que nem sempre as mulheres tornam seu lar esse refúgio, mas um ponto de briga, ciúme, desconfiança, mau humor e pressão.

Acho que Salomão também testemunhou casos como esses, pois falou da ligação direta entre as atitudes das mulheres e os resultados em seus lares. Assim, “a mulher sábia” — que no livro de Provérbios é também aquela que teme o Senhor e lhes segue as instruções (Pv 1.7) — “edifica a sua casa”. Literalmente, isso significaria que ela seria, como um pedreiro, a construtora da casa. Entretanto, essa tarefa masculina serve de metáfora para algo bastante feminino: o cuidado da família e do que chamamos de lar. Assim, a sabedoria dessa mulher faz com que ela se preocupe em tratar seus defeitos de caráter para eles não afetarem seus amados. Além disso, ela age com todo amor para que também inspire o melhor em cada membro da família. Ela cuida do que diz e do modo como pensa e se coloca diante da autoridade do marido, educa os filhos e produz um ambiente ameno, amoroso e cheio de confiança e devoção a Deus em seu lar. Seus “tijolos” são mais importantes que os do pedreiro.

Por outro lado, a “insensata” estraga com facilidade aquilo que tinha tudo para dar certo. Ela não é comparada a um pedreiro, mas a um demolidor, pois, “com suas próprias mãos”, ela “derruba” o seu lar. Com egoísmo, chantagens, mau humor, exigências e pressões, ela torna o ambiente doméstico um lugar difícil de suportar. Achando que o marido existe somente para fazer seus desejos, ela se esquece de respeitá-lo e de honrá-lo como líder da família. Até mesmo os melhores relacionamentos sucumbem diante de algum tempo nessas condições. Não estou dizendo que os homens não têm responsabilidade nos conflitos do casal, mas que nem sempre as mulheres são as vítimas que afirmam ser. Assim, mulheres, como vocês cuidam de um jardim: regando com carinho, cautela e dedicação ou batendo nas flores com uma enxada? E quanto ao seu lar: vocês o regam com o amor ou lhe atiram as pedras do egoísmo, do orgulho e do mau gênio?

Pr. Thomas Tronco

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