Quarta, 19 de Setembro de 2018
   
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Provérbios 14.3

     

Provérbios 14.3

“A conversa do insensato traz a vara para as suas costas, mas os lábios dos sábios os protegem” (Pv 14.3 NVI). 

Já ouvi muitas pessoas citarem o texto de Mateus 12.37 — “Pois por suas palavras você será absolvido, e por suas palavras será condenado” — para embasar um castigo ou a punição de um crime. Na verdade, Jesus não estava falando de outro tribunal senão o de Deus no “dia do juízo” (cf. Mateus 12.36). Entretanto, algo dito no mesmo parágrafo se aplica a qualquer situação: “A boca fala do que está cheio o coração” (Mt 12.34b). Jesus não via as palavras de alguém como algo sem importância. Na verdade, como resultado de sentimentos e convicções mais profundas, as palavras de alguém, além do efeito positivo ou negativo que podem causar, podem tornar o homem aprovado ou repreensível ao mostrar o que há em seu íntimo.

Salomão via as palavras do mesmo modo. Ele não achava que conversas são coisas de momentos que devem ser relevadas assim que termina o diálogo. Por isso, falando sobre “a conversa do insensato”, ele diz que o resultado da palavra do tolo é que ela “traz a vara para as suas costas”. Seja por revelar a fonte de onde tais palavras vêm, seja pelos resultados destruidores que elas causam, aquele que as diz não passa impune. O que não é dito é se a punição vem de Deus ou dos homens, apesar de ficar subentendido que vem de ambos e, mesmo que os homens falhem em punir, há quem olha e conhece tudo e que trata do que é dito, assim como do que é feito.

Porém, aos “sábios” acontece algo diferente. Já que ser sábio no livro de Provérbios não é apenas ter conhecimento, mas também temer, amar e obedecer ao Senhor, os homens sensatos contêm seus impulsos de falar tudo que lhes vêm à mente, além de trabalhar também com a sinceridade e com os sentimentos do coração. Por isso, eles não apenas deixam de falar coisas ruins, como primam por dizer o que é justo, santo, edificante e que glorifica seu Senhor. Por isso, quando avaliados, são inocentados, de modo que seus próprios “lábios” os “protegem”. Assim, fique atento! Uma palavra dita rápida e irrefletidamente pode trazer consequências ruins por mais tempo que qualquer um gostaria de computar

Pr. Thomas Tronco

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