Domingo, 18 de Novembro de 2018
   
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Provérbios 14.23,24

     

Provérbios 14.23,24

Todo trabalho árduo traz proveito, mas o só falar leva à pobreza. A riqueza dos sábios é a sua coroa, mas a insensatez dos tolos produz apenas insensatez” (Pv 14.23,24 NVI). 

O tema do trabalho e da preguiça é frequente no livro de Provérbios assim como é frequente na vida humana. Conhecemos muita gente que se esforça e colhe bons resultados, assim como também conhecemos quem muito promete e nada faz, passando privações e necessidades. Assim, Salomão corrobora a postura do trabalhador afirmando que “todo trabalho árduo traz proveito”. Certamente, ele não pensa que o trabalho é algo fácil — por isso, se vale da palavra “árduo”. Mas tendo em vista os objetivos do trabalhador, o rei sábio o incentiva a prosseguir de modo responsável e cheio de disposição para cumprir o que é sua responsabilidade. Para ele, os “sábios” são coroados com “riqueza” e suprimento.

Se o trabalho leva ao suprimento e à prosperidade, o oposto ocorre ao preguiçoso, ao qual surge, não sem razão, a “pobreza”. Não quer dizer que toda pobreza é fruto de preguiça, mas que a preguiça costuma conduzir à pobreza. Nesse caso, ele não se refere ao tolo que deixa de lado o trabalho como preguiçoso, mas como aquele cuja ocupação é “só falar”. Trata-se daquela pessoa que vive sempre na promessa. É cheia de planos e anúncios das coisas que pretende fazer, mas que nunca saem do papel ou das rodas de bate-papo. Quem ouve o preguiçoso falar, pensa que é um grande realizador, quando, na verdade, o que ele diz é o que chamamos de “conversa fiada”. Ele descobre da maneira mais difícil que falar e não fazer não põe comida na mesa nem veste sua família. Ao agir assim, ele realmente merece ser considerado um tolo. Não é sem razão que o v.24 completa dizendo que sua “insensatez” só produz mais “insensatez”.

Deus é soberano e dono de tudo que existe e poderia, se quisesse, fazer com que todos os seus servos recebessem suprimento sem trabalhar. Mas ele não escolheu agir assim. Ao contrário, disse que Adão deveria obter seu sustento “com o suor do seu rosto” (Gn 3.19), ou seja, por meio do trabalho. Mesmo antes da queda do homem, o Senhor o incumbiu de trabalhar no jardim (Gn 2.15). Até quando ele atende orações, não isenta o homem da sua responsabilidade, assim como quando Israel orou pedindo livramento diante do exército egípcio, às margens do mar Vermelho, Deus lhe ouviu a oração e abriu o mar, mas ainda disse: “Dize aos filhos de Israel que marchem” (Êx 14.15 ARA). E você: tem marchado rumo às suas responsabilidades ou vive no mundo das promessas que nunca cumprirá?

Pr. Thomas Tronco

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