Domingo, 23 de Setembro de 2018
   
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Provérbios 15.19

 

Provérbios 15.19

O caminho do preguiçoso é cheio de espinhos, mas o caminho do justo é uma estrada plana” (Pv 15.19 NVI). 

Em 1976, o governo de Ontário teve de transportar cerca de três centenas de gansos gordos do Canadá para a Flórida a bordo de um avião. Os gansos foram considerados muito mimados para fazer a migração por conta própria, como faziam no passado, correndo sérios riscos por causa da sua ociosidade. A razão disso é que dez anos antes o governo havia dado um lar para aquele bando em um terreno perto de Owen Sound. Comentando sobre a condição dos gansos, um porta-voz disse: “Esses gansos não têm nenhuma razão para voar para longe. Sua comida é fornecida constantemente e eles já têm o que precisam”. Por incrível que pareça, até animais podem ficar preguiçosos e sofrer danos decorrentes da ociosidade.

Salomão volta a insistir no assunto da preguiça como uma das marcas da tolice. O modo como o tema é apresentado nesse texto oferece aos leitores duas surpresas, ou pelo menos duas abordagens inesperadas. A primeira é perceber que o preguiçoso, querendo aproveitar o sossego, sofre consequências que lhe tiram a paz. Isso fica evidente quando o “caminho”, tanto do “preguiçoso” como do “justo”, são comparados. O do preguiçoso, que deseja viver folgadamente como entre flores, é “cheio de espinhos”, mostrando que as consequências da sua indolência recaem severamente sobre ele — a vida e o mundo não parecem ser pacientes e compreensivos com os preguiçosos. O justo, por sua vez, apesar de trabalhar duro, tem diante de si “uma estrada plana”. Precavido em seu trabalho, ele está pronto para todas as suas responsabilidades e aproveita a paz que isso lhe dá. A surpresa vem do fato de o preguiçoso buscar sem sucesso a vida tranquila que o trabalhador obtém pelo seu esforço.

A segunda abordagem inesperada é a comparação feita pelo rei sábio. Normalmente ele compara o sábio com o tolo, o justo com o injusto, o fiel com o infiel e assim por diante. Só que nesse caso, ele compara o “preguiçoso” não ao “trabalhador”, mas ao “justo”. O que parece, a princípio, um engano do escritor, surge como algo bastante observador quando se nota que junto com a preguiça sempre há uma porção de injustiça. O preguiçoso falta com suas obrigações e quer receber a parte do que trabalhou, ou finge que desempenhou suas funções quando, na verdade, apenas fingiu trabalhar. Assim, o preguiçoso é também uma pessoa desonesta. Sendo assim, pense duas vezes antes de seguir o caminho da preguiça. Seu caráter será muito mais danificado que o seu sofá.

Pr. Thomas Tronco

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