Domingo, 23 de Setembro de 2018
   
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Provérbios 15.25

  

Provérbios 15.25

O Senhor derruba a casa do orgulhoso, mas mantém intactos os limites da propriedade da viúva” (Pv 15.25 NVI). 

Um fazendeiro rico começou a comprar todas as terras ao redor da sua propriedade, formando um latifúndio. Um a um, todos os pequenos proprietários foram desistindo da competição desigual com o grande fazendeiro e foram lhe vendendo suas terras. Todos menos um rapaz que perdera o pai recentemente e que tinha a mãe debilitada por várias doenças. Como não tinha dívidas bancárias e financiamentos agrícolas como seus vizinhos, ele decidiu que dava para se sustentar mais um pouco, ainda que fosse difícil competir com os preços baixos praticados pelo concorrente justamente para levá-lo à falência. Mesmo assim, o fazendeiro não desistiu. Numa noite, ordenou que seu capataz colocasse fogo na lavoura do moço. Imediatamente, o vento mudou e trouxe o fogo para a sua plantação e o prejuízo foi enorme. Naquele ano, o rapaz vendeu toda sua produção a bom preço e se firmou definitivamente.

Esse caso exemplifica muito bem o que Salomão quis ensinar nesse provérbio. Ele produz uma cena na mente do leitor em que as terras de uma viúva indefesa são invadidas por um homem poderoso e sem temor de Deus, o qual constrói sua casa ali, expulsando a viúva e deixando-a sem morada. Nesse caso, o Senhor surge como defensor dos fracos e indefesos. Assim, como um juiz justo e vingador do mal, “o Senhor derruba a casa do orgulhoso”. Isso certamente é uma surpresa para os poderosos, já que eles conseguem, por meio de dinheiro e de influência, fazer a justiça cega olhar em sua direção e pender a balança para o seu lado. Eles estão acostumados a atropelar todos os que cruzam seu caminho e que tentam interferir em seu domínio. Não estão acostumados a lidar com alguém mais justo e mais poderoso que eles.

Apesar da grande influência que os poderosos têm sobre os outros, Deus não se deixa controlar por ninguém. Ao contrário, comanda tudo e tem os fracos que o temem diante dos seus olhos. Portanto, quando o Senhor age em seu favor, até uma pobre e indefesa “viúva”, que, principalmente naqueles dias, não tinha ninguém com quem contar, tinha “intactos os limites da propriedade”. Não porque ela pudesse fazer algo, mas porque aquele que pode é justo e compassivo com os necessitados. Isso nos mostra que o juízo de Deus, mais cedo ou mais tarde, atingirá todos os corruptos, orgulhosos, gananciosos, trambiqueiros, exploradores e opressores. Essa lembrança deve refrear cada um deles agora, fazendo-os entregar suas vidas a Jesus pela fé para que tenham perdão dos pecados. Deve também fazer com que cada servo de Deus o tema e fuja de todo mal. Afinal, ninguém pode estar contra um juiz desse porte.

Pr. Thomas Tronco

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