Quarta, 19 de Setembro de 2018
   
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Provérbios 15.26

  

Provérbios 15.26

O Senhor detesta os pensamentos dos maus, mas se agrada de palavras sem maldade” (Pv 15.26 NVI). 

Um sargento linha dura do Exército estava no comando de um grupo de recrutas que ainda não haviam se adaptado à vida no quartel e ao modo militar de pensar — nada que um sargento como aquele não pudesse consertar em algumas semanas. Cada vez que o grupo falhava em algum comando, fazia corpo mole, ou se dirigia aos superiores com algum desdém ou qualquer atitude contrária ao respeito obediente, todos tinham de fazer muitas flexões de braço. A certa altura, de tanto sofrerem, as expressões de raiva e de desprezo foram sumindo e somente dedicação e respeito se viam nos rostos daqueles aspirantes. Um dia, o sargento entrou cedo no alojamento e mandou que todos se levantassem, o que aconteceu em poucos segundos. De repente, ele os puniu com flexões. Alguém disse: “Mas não fizemos nada, senhor”. O sargento respondeu: “Mas pensaram”.

Melhor que aquele sargento que lia pensamentos óbvios, o Senhor Deus conhece as ações e as intenções de todos os homens. Provérbios 15.8,9 afirma que Deus avalia todos os procedimentos e reprova os sacrifícios e os caminhos dos ímpios. Nesse texto aqui, Salomão vai além e diz que “o Senhor detesta os pensamentos dos maus”. Isso significa que ele não é apenas um observador atento das ações humanas, mas o Deus que conhece todas as mentes e corações. Por isso, não importa o que alguém aparente ser, seja em seu caráter ou em seus feitos. O Senhor conhece o propósito de cada coração e não aceita bondades aparentes vindas de planos, pensamentos e corações corrompidos. Para ele, esse tipo de intenção maligna, fruto de rebeldia contra ele, conta mais que a ação em si.

Porém, o coração do ímpio não é o único alvo da atenção divina. Ele também olha para seus servos e “se agrada de palavras sem maldade”. Pode parecer que os olhos de Deus deixaram o íntimo dos homens e se voltaram novamente para suas ações, já que “palavras” são atos realizados pelas pessoas. Mas ao dizer “sem maldade”, revela que os agentes internos motivadores das ações continuam sob o escrutínio do Senhor. Nesse caso, é possível perceber que a maldade que invalidou as ações dos ímpios não está presente nos que foram purificados pela fé, mais pela obra salvadora de Deus que pela bondade humana. Ainda assim, Deus se agrada daquilo que seus servos fazem e daquilo que os motiva. E quanto a você: o que o motiva? A rebeldia da incredulidade ou a fé em Cristo que transforma todo que nele crê?

Pr. Thomas Tronco

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