Quarta, 12 de Dezembro de 2018
   
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Provérbios 16.7

  

Provérbios 16.7

“Quando os caminhos de um homem são agradáveis ao Senhor, ele faz que até os seus inimigos vivam em paz com ele” (Pv 16.7 NVI). 

Quando Davi foi perseguido por Saul, acabou encontrando refúgio no lugar mais improvável do mundo: entre os filisteus. Essa improbabilidade se deve ao fato de Davi ter vencido e matado, alguns anos antes, seu grande herói, o gigante Golias, e comandar diversas campanhas contra o exército filisteu. Ainda assim, Davi não apenas foi poupado pelo rei filisteu de Gate, fingindo-se de louco (1Sm 21.15), como também recebeu dele uma cidade onde habitar (1Sm 27.6) e passou a contar com sua extrema confiança (1Sm 27.12), ainda que perseguisse inimigos de Israel em campanhas secretas (1Sm 27.8-11) que certamente o tornariam novamente um inimigo declarado da Filístia. Diante disso, só podemos concluir que o rei filisteu enlouqueceu ou que é verdade o que Salomão, filho de Davi, escreveu nesse provérbio.

Na busca pela paz no lar, na escola, no trabalho, na vizinhança e na roda de amigos, muitos crentes acabam negociando valores inegociáveis e cedendo em pontos que deveriam servir de fortes pilares da sua fé, da sua vida e da sua moral. Tudo isso ocorre porque, de fato, é muito difícil viver sob críticas e em atrito com as pessoas. Assim, em nome de uma paz de palha, muitos crentes se desprendem de valores que deviam estar arraigados em suas mentes e em seus corações. Isso é inútil, pois somente o Senhor pode fazer com que, para seu servo, “até os seus inimigos vivam em paz com ele”. Por isso, a exemplo do rei Acaz, que quis comprar a amizade e a proteção da Assíria (2Rs 16.7-9), caindo assim na idolatria dos estrangeiros (2Rs 16.10-18), muitos crentes vendem seus valores cristãos para obter resultado nenhum além de uma danosa parceria com o mundo e com o pecado que os afasta do Senhor.

Contudo, a ação pacificadora e produtora de alívio efetuada por Deus tem um requisito importante. O Senhor não parece premiar qualquer um com uma bênção desse tipo. O que Salomão afirma é que ele age assim “quando os caminhos de um homem são agradáveis ao Senhor”. Caso contrário, a perda de paz costuma servir de ferramenta divina para produzir disciplina, arrependimento e correção. No final, a paz que o homem tanto busca não está no dinheiro, no status, nos contatos, na influência e no poder, mas sim na fidelidade àquele cujo poder está em si mesmo. Portanto, pare de negociar com o mundo e desejar ser estimado pelos pecadores. Agrade a Deus, pois ele é o melhor amigo e protetor que qualquer crente pode ter nessa vida!

Pr. Thomas Tronco

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