Domingo, 18 de Novembro de 2018
   
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Provérbios 16.8

  

Provérbios 16.8

“É melhor ter pouco com retidão do que muito com injustiça” (Pv 16.8 NVI). 

Conta-se na China que um homem foi capaz de se juntar à orquestra do imperador, embora não soubesse tocar uma nota sequer. Sempre que o grupo tocava, ele segurava a flauta contra seus lábios, não se atrevendo a soprá-la nem suavemente. Seu posto na orquestra lhe garantiu um salário que o possibilitou viver confortavelmente. Um dia, o imperador quis que cada músico tocasse sozinho para ele. O flautista ficou desesperado. Ele tentou tomar lições às pressas, mas sem sucesso, pois ele realmente não tinha ouvido para a música. Ele fingiu estar doente, mas o médico real que o atendeu garantiu que sua saúde estava boa. No dia de sua apresentação, ele preferiu tomar veneno a encarar a música. Contam que disso surgiu um antigo provérbio chinês que diz “ele não se atreveu a enfrentar a música”.

A desonestidade costuma dar bons lucros, mas também trazer grandes prejuízos. Por isso é que Salomão, mesmo tendo uma incontável fortuna, afirma ser “melhor ter pouco com retidão”. Ele se refere ao homem justo que não tem bens na mesma grandeza de sua justiça. Ao contrário, por ser um trabalhador honesto, ele se nega a levar vantagem sobre os outros ou lançar mão de expedientes desonestos e ilegais. Ele prefere ter seu salário limitado e até passar algumas privações para não se privar da honra, do caráter, da moral, do respeito, dos bons modos e do testemunho. Além do mais, Salomão provavelmente tem em mente pessoas que agiam assim por temor a Deus, por saber que ele é tanto o provedor do justo como o punidor do desonesto.

O texto continua e diz que é melhor ter pouco “do que muito com injustiça”. O escritor não explica porque, mas não precisa. A mensagem implícita é que o aparente silêncio de Deus diante das injustiças do mundo e seu tardar em punir todo o mal costuma produzir uma imagem errada sobre o eterno juiz. Os desonestos pensam, com isso, que Deus não se importa com o que fazem, tendo eles plena liberdade para lucrar do modo que bem entenderem. Mas o Senhor não se cala e sua paciência não é desinteresse pelo bem. Por isso, que o servo do Senhor se contente com o modo como Deus o colocou na sociedade e que os ímpios temam, pois, se não se arrependerem, crendo em Jesus, vão se ver diante do supremo juiz, cedo ou tarde. Nessa ocasião, nenhum veneno os livrará de suas mãos.

Pr. Thomas Tronco

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