Domingo, 23 de Setembro de 2018
   
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Provérbios 16.10

  

Provérbios 16.10

“Os lábios do rei falam com grande autoridade; sua boca não deve trair a justiça” (Pv 16.10 NVI). 

James L. Hayes, ex-diretor da Associação Americana de Administração (American Management Association), depois de quarenta anos de ensino dava as seguintes dicas para os patrões lidarem com seus trabalhadores: 1) Crie um clima que conduza à satisfação no trabalho de sua empresa; 2) Diga aos trabalhadores exatamente o que você espera deles; 3) Seja um bom ouvinte; 4) Incentive os funcionários a virem ao seu escritório, mas vá também aonde eles trabalham; 5) Seja paciente; 6) Dê oportunidades de crescimento; 7) Mantenha suas promessas; 8) Previna problemas em vez de apenas solucioná-los; 9) Diga a verdade; 10) Mostre apreço por boas ideias e bons desempenhos. Esses são conselhos geniais, mas quem os lê tem a impressão de que os patrões é que são funcionários, pois não imaginavam tantos deveres para a pessoa que manda dentro de uma empresa.

Salomão não estudou administração, mas sabia muito bem das responsabilidades dos homens que detêm cargos no qual exercem poder. Ele mesmo ocupava um desses cargos, a saber, o de rei. Sobre isso, ele sabia duas grandes verdades. A primeira delas é que “os lábios do rei falam com grande autoridade”. Significa que há, sim, hierarquias de funções na sociedade e que há homens que têm autoridade e devem ser respeitados por isso. A Bíblia nunca abriu espaço ou sugeriu qualquer tipo de anarquia. Ao contrário, os servos de Deus devem respeitar as autoridades, inclusive as seculares. Na verdade, o apóstolo Paulo diz que Deus nos cobra respeito às autoridades mesmo quando elas não são cristãs, como era o caso do governo romano: “Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas” (Rm 13.1).

Se as autoridades mundanas não respeitam Deus nem os seus valores, isso não é razão para que crentes que exercem autoridade em diversas esferas encontrem desculpas para fazer o que quiserem. O fato é que a segunda verdade que Salomão conhecia a respeito da liderança é que a boca do líder “não deve trair a justiça”. O dever é a contrapartida do direito. E, nesse caso, o líder tem o dever de agir com justiça, de falar a verdade e de se afastar de qualquer prática ilícita, exploratória, vexatória ou desonesta. Quanto maior for sua autoridade, maior será seu dever de fazer o que é correto. O que fica implícito é que o Senhor age como avaliador dos líderes, de modo que, se eles explorarem seus funcionários ou burlarem a justiça, Deus é o fiscal e o juiz para puni-los. Assim, continue lutando para crescer na vida e galgar novos patamares. Mas, lembre-se: sua responsabilidade aumentará a cada degrau.

Pr. Thomas Tronco

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