Segunda, 24 de Setembro de 2018
   
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Provérbios 16.23

  

Provérbios 16.23

“O coração do sábio ensina a sua boca, e os seus lábios promovem a instrução” (Pv 16.23 NVI). 

Conheci um senhor que era ótima companhia. Como sabia muita coisa sobre muitos temas, suas conversas eram interessantes e até instrutivas. O único problema era quando ele ficava sem assunto. Nesse momento, em meio àquele silêncio constrangedor, ele se sentia obrigado a arrumar algum tema sobre o que versar. A partir de então, sua falta de sabedoria e tato vinham à tona e não era mais o silêncio que constrangia, mas sim suas colocações descabidas, insensíveis e vexatórias. Os bons temas, que pareciam revelar grande sabedoria, só escondiam a tolice por detrás dos paetês da eloquência. Quando o coração punha para fora seu teor mais íntimo, a única instrução que havia era “como não falar em público”.

Salomão certamente conhecia gente assim. Por isso, via a associação entre o que o coração acolhe e o que a boca diz. Seu ensino, nesse sentido, é que “o coração do sábio ensina a sua boca”. Duas coisas devem ser observadas aqui. A primeira é o modo como o íntimo de alguém comanda diretamente aquilo que é dito. Por esse motivo, Jesus afirmou que “a boca fala do que está cheio o coração” (Mt 12.34). É improvável que um tolo apresente um discurso constantemente equilibrado e sadio, do mesmo modo como é indevido pensar que alguém que diz tolices tem dentro de si um coração sábio. As palavras do homem agem como se fossem um espelho da sua alma, pelo que ele é reconhecido pelas coisas que diz.

A segunda observação é sobre o produto de um coração sábio. Na verdade, o homem que tem a verdadeira sabedoria que nasce do temor do Senhor (Pv 1.7) possui “lábios” que “promovem a instrução”. Ele não se contenta em ter um coração domado pela Palavra de Deus e pelo Espírito Santo. Ele quer transmitir aos outros o ensino que recebeu das Escrituras, seja falando sobre eles, ou dando exemplos de vida. Não é possível que o homem sábio guarde o entendimento só para si. Assim, é necessário que você decida que tipo de pessoa quer ser por meio do que fala. Tiago diz que “com a língua bendizemos ao Senhor e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus” (Tg 3.9). Com base nessa descrição, responda: que tipo de crente é você?

Pr. Thomas Tronco

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