Domingo, 27 de Maio de 2018
   
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A Era do Gelo

Aproximadamente, 80% de toda água doce do mundo está congelada, correspondendo a 12% da superfície terrestre. Se essa informação lhe deu calafrios, respire aliviado, pois essa porcentagem já foi muito maior nos tempos da Era do Gelo.

A origem da Era do Gelo ainda causa perplexidade entre os cientistas uniformitaristas, ou seja, aqueles que não creem no “catastrofismo” de um dilúvio global, conforme ensinado na Bíblia.

Esses cientistas sustentam que tudo que observamos na superfície terrestre é resultado de um gradativo processo geológico que ocorreu ao longo de milhões de anos. Assim, sua perplexidade reside no fato de que, para ocorrer uma “Era do Gelo”, seriam necessários verões sucessivamente mais frios, além de copiosas nevascas. Esses dois fatores, todavia, estão inversamente relacionados, pois o ar mais frio dos supostos verões seria também mais seco e não traria a umidade necessária para as nevascas.

Diante dessas dificuldades, mais de sessenta teorias têm sido propostas pelos uniformitaristas. Todas, porém, falham até mesmo na explicação da ocorrência de apenas uma era do gelo, quanto mais na explanação das (talvez) mais de trinta glaciações em sucessão regular, como cogitam ter ocorrido no final do período Cenozoico.

Nós, cristãos, temos na Palavra de Deus o relato de Gênesis, o qual fornece a teoria capaz de explicar o começo, a longa duração e o fim da única Era do Gelo que existiu.

A Bíblia fala da ocorrência de um dilúvio universal. Pois bem, as alterações climáticas que seguiram esse dilúvio explicam o mecanismo catastrófico pelo qual se iniciou a Era do Gelo. Com efeito, o relato bíblico fornece informações que mostram como houve, simultaneamente, queda da temperatura e alta umidade.

Para explicar a queda da temperatura, basta lembrar que o dilúvio foi um evento marcado por intensa atividade tectônica e vulcânica. Logo, enormes quantidades de aerossóis vulcânicos permaneceram na atmosfera terrestre, fazendo com que a temperatura caísse por causa da reflexão dos raios solares de volta para o espaço. Devido à intensa atividade vulcânica pós-diluviana — possível de ser verificada pelos depósitos pleistocênicos —, esses aerossóis vulcânicos foram repostos na atmosfera ao longo das centenas de anos que seguiram o dilúvio.

Para explicar a alta umidade atmosférica, a leitura de Gênesis 7.11 é bastante útil: “... nesse mesmo dia todas as fontes das grandes profundezas jorraram”. A liberação das escaldantes águas subterrâneas durante a erupção das “fontes das grandes profundezas” não apenas contribuiu para cobrir todas as montanhas pré-diluvianas (que eram menores do que as que temos hoje), mas também facilitou a grande evaporação oceânica por meio do aumento da temperatura de suas águas.

Ocorrendo então, simultaneamente, a queda de temperatura e a alta umidade, ambas causadas pelo dilúvio, isso deu origem à Era do Gelo, que foi passando lentamente, à medida que depósitos de poeira e aerossóis vulcânicos acumulados sobre a superfície iniciaram a fase de degelo, aumentando a absorção solar.

Há, no entanto, uma “Era do Gelo” que ocorreu bem antes do dilúvio. É a Era do Gelo iniciada no jardim do Éden. Quando o homem pecou contra seu Criador, seu coração, longe do calor de sua santa comunhão, se tornou gélido, petrificado pelo pecado que envolveu sua alma. No coração do homem passou a haver somente trevas!

Entretanto, essa “Era do Gelo” espiritual que subsiste por milênios, frequentemente expõe clareiras de degelo em que o pasto verde volta a crescer! Isso acontece porque o nosso Deus, Criador da luz que aquece a Terra, é também a fonte da luz que brilha e aquece nosso espírito imerso nas trevas do pecado: “Pois Deus, que disse: ‘Das trevas resplandeça a luz’, ele mesmo brilhou em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo” (2Co 4.6).

Aqueles que conhecem a Cristo sabem como se deu o fim da “era de gelo” de suas almas. Os discípulos que encontraram Jesus na estrada de Emaús testemunharam o aquecimento de seus corações: “Perguntaram-se um ao outro: ‘Não estavam ardendo os nossos corações dentro de nós, enquanto ele nos falava no caminho e nos expunha as Escrituras?” (Lc 24.32).

Do degelo das montanhas surgem os rios vultosos e cristalinos que cruzam os vales de nosso lindo planeta. Da mesma forma, depois do degelo de nossos corações, surgem os rios de água viva que Cristo promete aos que creem nele: “Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva” (Jo 7.38). E como a esperança e a vida florescem nos vales dos corações em que correm hoje os grandes rios de água viva!

Para aquele que experimentou o degelo do coração que vivia distante da luz de Cristo, restou somente a lembrança da cor da neve! Isso porque o próprio Deus afirma que nossos pecados, outrora vermelhos como escarlate, tornaram-se brancos como a neve: “Venham, vamos refletir juntos”, diz o Senhor. “Embora os seus pecados sejam vermelhos como escarlate, eles se tornarão brancos como a neve; embora sejam rubros como púrpura, como a lã se tornarão” (Is 1.18).

Graças, pois, a Deus pelo fim das eras de gelo!

Ev. Leandro Boer

 

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