Terça, 17 de Julho de 2018
   
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Provérbios 17.5

  

Provérbios 17.5

“Quem zomba dos pobres mostra desprezo pelo Criador deles; quem se alegra com a desgraça não ficará sem castigo” (Pv 17.5 NVI). 

Li, certa vez, que os autores Will e Ariel Durant declararam em seu livro Lessons of history (Lições da história) que, “enquanto houver pobreza, haverá deuses”. A inferência é que as pessoas que não possuem bens materiais procuram satisfações espirituais. É claro que o inverso também é verdadeiro, pois riquezas materiais trazem pobreza espiritual, de modo que jovens ricos que têm sido poupados do sofrimento e da pobreza não costumam procurar as consolações divinas. O fato é que o tipo de observação dos Durants constitui um ataque à fé em Deus e também uma ofensa à condição dos pobres. Infelizmente, esse tipo de desprezo é muito mais comum do que imaginamos e do que gostaríamos.

Salomão viveu na alta sociedade, sendo ele mesmo o homem mais rico de Israel. Ao conviver nas altas rodas, certamente viu um lado muito feio daqueles que possuem grandes montantes de dinheiro. Por meio da sua sabedoria, ele via além das bolsas de tais homens, bem dentro de seus corações, além de prever a reação de Deus àquela atitude zombeteira. Por isso, afirmou que “quem zomba dos pobres mostra desprezo pelo Criador deles”. Os ricos que fazem isso agem como se a pobreza se devesse inteiramente à capacidade pessoal de cada um e não a desígnios propostos e perpetrados por Deus na sua misteriosa e complexa administração da história e da vida dos homens. Assim, não somente o pobre é desprezado, mas o próprio Deus que criou o homem e que dirige os rumos de sua vida.

Como se não bastasse zombar do sofrimento alheio, o afastamento de Deus, por causa do apego e da confiança nos bens, perverte tanto o coração desses zombadores que eles chegam a se alegrar com o sofrimento do aflito. Porém, mais uma vez essa atitude é reprovada severamente pelo Senhor, pelo que o escritor diz que “quem se alegra com a desgraça não ficará sem castigo”. Além de faltar com o devido amor e socorro para com os necessitados, uma atitude como essa revela extrema ingratidão ao divino provedor — pela abastança que dá a esses homens. Um homem grato pela provisão não zomba daquele que passa carestia. Por esses dois motivos desprezo do pobre e ingratidão a Deus é que o Senhor culpa e pune o zombador arrogante. Então, tome como certo que o homem abastado, diferente dos que escreveram os Durants, tem muitas razões para crer e buscar a Deus em gratidão, dependência, serviço e adoração.

Pr. Thomas Tronco

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