Domingo, 23 de Setembro de 2018
   
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Provérbios 17.10

  

Provérbios 17.10

“A repreensão faz marca mais profunda no homem de entendimento do que cem açoites no tolo” (Pv 17.10 NVI). 

A história brasileira tem um item terrível em seus registros: a escravidão. Homens e mulheres, em sua maioria trazidos à força da África, eram forçados a trabalhar sob ameaças de espancamento. Para tanto, o “tronco” era um instrumento de tortura sem igual. Tratava-se de uma forte coluna de madeira, com buracos e correntes, onde os escravos desobedientes eram presos. Tais vítimas recebiam, geralmente, surras de chicote, mas podiam também apanhar de cordas e de barras de ferro. A intenção era causar medo nos demais pela lembrança da tortura e pela visualização diária das marcas nas costas do torturado. Tais marcas jamais sumiam de tão profundos os ferimentos que eram infligidos a ele.

Apesar dessa terrível mancha em nossa história, as marcas nas costas do homem fustigado pelo açoite não são mais profundas que outro tipo de marca. Salomão diz que a “repreensão” dada a um “homem de entendimento” ou seja, o sábio “faz uma marca mais profunda” que aquelas feitas por “cem açoites” em um homem “tolo”. A lição mais evidente e até gritante desse texto é sobre a resistência do insensato à correção. Como a criança teimosa que tem de ser repreendida várias vezes, em muitos casos em meio a gestos e palavras de rebeldia aberta e dureza de coração, assim é o tolo. Por não temer a Deus nem ter respeito pela mensagem bíblica, ele se torna insensível ao erro e quase imune à repreensão. Muitas vezes, ele se parece com o que chamamos de caso perdido.

A segunda lição, menos chamativa, mas que ocupa a intenção central do escritor, tem relação com o homem sábio e temente a Deus. Ele acolhe valores que são superiores a ele, de modo que não consegue ser arrogante sem que esses mesmos valores o contenham. Por isso, ele dá valor às correções que recebe, sabendo que elas visam a torná-lo melhor e fazê-lo um servo mais digno do seu Mestre. Portanto, ao ser repreendido por alguém, a marca profunda que recebe não é da correção em si, mas da percepção do seu erro. Ele se arrepende e logo muda de rumo. Diferente do tolo, o sábio fica grato a quem o corrigiu, assim como ao próprio Deus. Para ele, o “tronco” da repreensão é um lugar de edificação e não de tortura. E para que isso aconteça, ele não precisa de mais do que um açoite da Palavra de Deus. E você? De quantos açoites você precisa para se arrepender do erro e se voltar ao Senhor?

Pr. Thomas Tronco

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