Quarta, 26 de Setembro de 2018
   
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Provérbios 17.16

  

Provérbios 17.16

“De que serve o dinheiro na mão do tolo, já que ele não quer obter sabedoria?” (Pv 17.16 NVI). 

Morei em uma região em que foi construída a barragem mais alta do Brasil com a intenção de gerar energia elétrica e, em consequência, melhorar alguns problemas causados pela seca. O primeiro trabalho foi o de indenizar e transferir os moradores das regiões que seriam atingidas pelas águas. Terras que, no mercado imobiliário local, não valiam quase nada, foram avaliadas pela empresa elétrica em centenas de milhares de reais e pagas aos proprietários. Boa parte dos indenizados recebeu um valor centenas ou milhares de vezes maior do que já haviam pego em suas mãos. Muita gente soube aproveitar esse dinheiro, mas grande número o desperdiçou em poucos meses ou anos. Foi a lição mais cara que eles receberam em toda a sua vida.

Dinheiro e tolice não combinam e Salomão sabia disso. É certo que o recurso financeiro é uma boa ferramenta para ajudar o tolo a obter sabedoria por meio do custeio de estudos, livros e mestres. Ainda assim, o escritor pergunta: “De que serve o dinheiro na mão do tolo”? Será que Salomão não sabia que tais recursos podem ajudar um homem a se capacitar mentalmente? Na verdade, o problema é um pouco maior. O escritor continua e associa sua pergunta a uma condição específica ligada ao homem tolo, dizendo “que ele não quer obter sabedoria o texto hebraico diz que seu “coração não quer”. Assim, dinheiro na mão, mas um coração que não deseja obter entendimento, não resulta no aprimoramento de alguém. O máximo que tal pessoa pode ser é um tolo com dinheiro.

Duas lições podem ser aprendidas nesse texto. A primeira delas é que a sabedoria é um bem tão grande que vale a pena investir dinheiro nela. É claro que boa parte dela não tem custo financeiro e compreende o temor do Senhor e a obediência à sua Palavra. Mas outra parte necessita de investimento em cursos e livros, constituindo um dos melhores usos do dinheiro. A segunda lição é que ninguém deve ser avaliado pelos bens que possui, pois um coração pobre torna toda a riqueza de tal homem fonte de maiores problemas que soluções e de desperdícios mais que acúmulos. O sábio, mesmo com poucos recursos, saberá investi-los de maneira correta e benéfica. Quanto a essa lição, ela é de graça.

Pr. Thomas Tronco

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