Quarta, 18 de Julho de 2018
   
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Provérbios 17.20

  

Provérbios 17.20

“O homem de coração perverso não prospera, e o de língua enganosa cai na desgraça” (Pv 17.20 NVI). 

Quando eu era pequeno, um dos meus desenhos favoritos era a Corrida maluca. Além de os episódios serem marcados por um grande dinamismo, eram reunidos personagens de vários desenhos animados, razão pela qual não tinha como não gostar. Entre os muitos mocinhos e mocinhas que competiam, havia o vilão, Dick Vigarista, correndo em seu carro de número 00, ao lado do seu cão-parceiro Muttley. Em todas as corridas ele preparava armadilhas e trapaças contra os outros pilotos. Apesar de fazer todas essas maldades para vencer a disputa, ele nunca vencia. Ao contrário, sofria consequências das coisas que ele mesmo preparou para os outros. Interessante notar como, até em desenhos animados, surge o conceito de que a maldade retorna para aquele que é mau.

Esse conceito, acolhido até de modo intuitivo pelos homens, é também afirmado nas Escrituras na forma de uma revelação divina. Assim, Salomão, contrário às expectativas, diz que “o homem de coração perverso não prospera”. Isso é contrário às expectativas porque quem age com perversidade tem como meta se dar bem com o abatimento alheio. A maldade, que algumas vezes é gratuita, ou seja, sem razão, normalmente tem o objetivo de obter vantagens pessoais. É aí que entra a ironia, pois o texto garante que tais pessoas não são bem sucedidas. Como a experiência de vida que temos nos mostra que muitas vezes o intento do perverso é alcançado, podemos perceber que o texto se refere a algo maior, sob um olhar mais amplo. É como se dissesse que, ainda que muitas vezes esses planos maus funcionem, o fim deles, mais cedo ou mais tarde, é a desventura.

O mesmo é dito a respeito das palavras, afirmando-se que o homem “de língua enganosa cai na desgraça”. Mas de onde viria uma justiça superior aos atos e circunstâncias a fim de julgar e punir maldades, ainda que tempos depois? A resposta implícita no texto é que Deus é o justo juiz que tudo vê e avalia, reprovando o mal e reservando seu castigo para o tempo e o modo que ele mesmo escolhe. Algumas vezes, o juízo é imediato; outras vezes, é mais demorado — e o limite para todos os castigos é o julgamento eterno, diante do seu trono de glória. Olhando para tais verdades, qual é a trapaça, maldade, difamação, ofensa e mentira que, ainda que produza alguma vantagem imediata, é mesmo vantajosa ao final? Por isso, sempre que você pensar em fazer algo, lembre-se que um dia estará diante do Deus justo que odeia a falsidade e que pune a maldade. Que isso faça você querer ser tudo, menos o Dick Vigarista.

Pr. Thomas Tronco

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