Segunda, 19 de Novembro de 2018
   
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Provérbios 18.6,7

  

Provérbios 18.6,7

“As palavras do tolo provocam briga, e a sua conversa atrai açoites. A conversa do tolo é a sua desgraça, e seus lábios são uma armadilha para a sua alma” (Pv 18.6,7 NVI). 

Conheço um jovem que não consegue ficar calado quando deve. Certo dia, dirigindo por uma avenida, foi parado em uma blitz policial. O procedimento era tranquilo e rotineiro. Os policiais pegavam o documento do motorista, anotavam em uma planilha e faziam uma breve consulta por rádio junto ao Centro de Operações da Polícia Militar (Copom). Eu mesmo já fui parado algumas vezes em situações semelhantes e não tenho nada do que reclamar. Mas esse rapaz, ao ser parado, desceu do carro e passou a gritar com os policiais, acusando-os de lhe tolherem os direitos. Os policiais foram pacientes, a princípio. Mas quando toda a gritaria passou do limite, o rapaz foi devidamente algemado e conduzido à delegacia. Seu carro foi apreendido e o final da história é que uma pequena fortuna teve de ser desembolsada simplesmente porque um tolo gostava demais de uma briga para ficar quieto e ser educado.

Esse impulso estúpido era conhecido de Salomão em suas observações do mundo, pelo que diz que “as palavras do tolo provocam briga”. Na verdade, ele tem um gosto especial pelas discussões. Ele se sente bem ao agredir verbalmente os outros e é arrogante o suficiente para achar que pode sair ileso dessas contendas. Infelizmente, “a sua conversa atrai açoites” sobre ele mesmo. Ou seja, as consequências são seu banquete, goste ele ou não. Essas sequelas da tolice podem alcançá-lo rápido ou podem levar anos para atingi-lo, mas a verdade é que, no final, “a conversa do tolo é a sua desgraça”. Ele não contém sua fala e, mais adiante, também não consegue conter o mal que lhe sobrevém.

Para piorar um pouco mais não que não seja merecido ,as consequências, além do seu caráter social, possuem também abrangência interna, atingindo o íntimo do tolo. Por isso, o escritor termina dizendo que “seus lábios são uma armadilha para a sua alma”, não apenas para o seu corpo. Entenda-se aqui alma como aquilo que cotidianamente chamamos de coração, abarcando os pensamentos e sentimentos mais íntimos do homem. Tudo nele é abatido. Por isso, cada um de nós deve ter muito bem definido que tipo de atitude devemos adotar quando situações turbulentas nos cercam. Nosso desejo muitas vezes será o de dizer tudo que nos vem à mente e iniciar uma discussão, provavelmente com a falsa certeza de que somos invulneráveis. Que aprendamos essa lição lendo as Escrituras e não descobrindo duramente na prática que somos, sim, vulneráveis.

Pr. Thomas Tronco

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