Domingo, 23 de Setembro de 2018
   
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Provérbios 18.11

  

Provérbios 18.11

“A riqueza dos ricos é a sua cidade fortificada, eles a imaginam como um muro que é impossível escalar” (Pv 18.11 NVI). 

Assisti a um vídeo estarrecedor. Nele, um homem é filmado junto a um cão amarrado. Mas não era qualquer cão, era um Pit Bull nervosíssimo. Fazendo justiça ao animal, ele não estava nervoso à toa. O homem pulava e dançava com a intenção de levar o cão à loucura. É claro que a ousadia do homem se devia à forte corrente que prendia a fera. Ele se sentia totalmente confiante por causa da resistência daquela contenção. Contudo, o cão foi tão provocado que, em meio à sua luta para atacar o provocador, conseguiu quebrar a coleira que estava ligada à corrente. Imediatamente, o Pit Bull conseguiu abocanhar o homem e o filme termina aí, com todos gritando apavorados. Se o homem saiu vivo desse ataque, certamente não confiará mais em coleiras e correntes.

Esse tipo de confiança era conhecido por Salomão e considerado como tolice. Entretanto, o sábio rei tinha um alvo bastante específico para a confiança do tolo, a saber, “a riqueza dos ricos”. Nesse caso, para homens abastados de bens, suas posses lhes dão a mesma sensação de segurança que uma “cidade fortificada”. Por isso, assim como guerreiros sobre muralhas, que zombam dos inimigos e se sentem inatingíveis, os homens ricos têm a sensação de que qualquer problema que tiverem pode ser resolvido com dinheiro, influência e poder. Eles pensam ser mais capazes que os pobres. Contudo, essa sensação é tão real quanto a segurança que tais homens julgam ter, pois “eles a imaginam como um muro que é impossível escalar”. O texto é muito sugestivo no sentido de apontar que essa segurança não passa de fruto da “imaginação”.

O que realmente acontece é que, apesar das facilidades e das portas que o dinheiro consegue abrir, o homem que confia nas riquezas descobre que há problemas para os quais a solução não pode ser comprada. Mesmo em casos de saúde, em que o dinheiro pode pagar os melhores tratamentos, há situações em que nenhum médico ou medicamento podem remediar. Além disso, há exemplos de problemas de relacionamento, problemas familiares, mágoas, frustrações e perseguições que causam aflições que não podem ser amainadas mediante pagamento. Por isso, o versículo anterior, que diz que a segurança dos justos está no Senhor, é a verdade implícita também nesse texto. Essa é a razão pela qual o homem deve entregar sua vida a Cristo, por meio da fé, e confiar inteiramente nele, deixando que assuma as rédeas da vida dos seus servos. Quando faz isso, as correntes que o ligam ao Senhor jamais se quebram.

Pr. Thomas Tronco

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