Quarta, 26 de Setembro de 2018
   
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Provérbios 18.15

  

Provérbios 18.15

“O coração do que tem discernimento adquire conhecimento; os ouvidos dos sábios saem à sua procura” (Pv 18.15 NVI). 

É um fato notável que Sir Isaac Newton (1642-1727), escrevendo sobre a profecia de Daniel 12.4, disse que, se ela fosse verdadeira, um novo modo de viajar seria inventado. Ele concluiu que, com tamanho desenvolvimento do conhecimento humano, as pessoas seriam capazes de viajar a uma velocidade de 80 quilômetros por hora. Voltaire (1694-1778), fiel ao ceticismo, disse: “Olhem para a poderosa mente de Newton, que descobriu a gravidade. Quando ele começou a estudar a Bíblia, passou a acreditar que o conhecimento da humanidade crescerá tanto que seremos capazes de viajar a 80 quilômetros por hora. Que velho caduco!”. Bem, o tempo passou e, hoje, mesmo um cético teria de dizer: “Newton foi um filósofo sábio e Voltaire, um velho caduco”.

Muito interessante a atitude de Isaac Newton! Apesar de ter uma mente brilhante, muito à frente do seu tempo, ele também tinha uma noção muito nítida de duas coisas: sua limitação e a necessidade de continuar aprendendo. Por incrível que pareça, conhecer suas limitações é uma característica do homem que tem sabedoria e conhecimento, pelo que Salomão afirma que “o coração do que tem discernimento adquire conhecimento”. O homem que aprendeu o suficiente para saber o que é certo e o que é errado, além de conhecer o modo pelo qual esses conceitos afetam sua vida, vai além de entender o quanto necessita aprender mais. Ele também toma gosto pelo aprendizado, de modo que obter conhecimento e sabedoria não é considerado apenas um dever, mas também um prazer.

Porém, o verdadeiro discernimento não vem emoldurado pelo orgulho. Quem tem um pouco de conhecimento, normalmente se orgulha do que sabe e se sente superior aos outros. Mas quem tem muito conhecimento, torna-se humilde por entender o quanto ele é pequeno diante de Deus e dos mistérios da vida e da criação. Por isso, o sábio de verdade não se sente humilhado ao ser ensinado por outros. Ao contrário, “os ouvidos dos sábios saem à sua procura”, ou seja, buscam “ouvir” de outros e aprender. Assim, o resultado surpreendente do crescimento da sabedoria é que o sábio não se torna prepotente, mas humilde, e não assume uma postura de superioridade, mas a atitude de um discípulo. Que conceito chocante para o mundo de hoje! Porém, que observação útil para o servo que Deus quer que cresça “na graça e no conhecimento do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2Pe 3.18).

Pr. Thomas Tronco

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