Quarta, 18 de Julho de 2018
   
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Provérbios 18.23

  

Provérbios 18.23

“O pobre implora misericórdia, mas o rico responde com aspereza” (Pv 18.23 NVI). 

No início da década de 1980, eu assistia a um programa humorístico de que gostava muito — em dias em que palavrões e nudez não eram considerados engraçados. Paulo Gracindo e Brandão Filho protagonizavam o primo rico e o primo pobre. A postura deles era notavelmente distinta. O pobre falava com cautela, mascarava suas intenções, ria das piadas sem graça do primo e tinha um ar suplicante. Frequentemente, segurava seu chapéu nas mãos, em sinal de humildade, e relevava as risadas debochadas do primo rico. O rico, por sua vez, vestindo roupões de luxo e sempre com um charuto na mão ou com taças de caras bebidas, tratava o primo com desprezo pela sua condição, nem sequer lhe servindo um prato de comida. Infelizmente, é verdade aquilo que dizem: a vida imita a arte. Essa comédia se repete todos os dias ao redor do mundo, sem que haja qualquer motivo de risos.

Salomão faz duas observações, uma a respeito dos pobres e outra dos ricos, dizendo que “o pobre implora misericórdia, mas o rico responde com aspereza”. Não é uma observação ampla, mas enfocada na questão de tratamentos baseados nos bens e nas necessidades. E, de modo sucinto, termina definindo que a necessidade guia as ações das pessoas. Como o pobre tem mais necessidades a serem supridas por outras pessoas, ele acaba assumindo uma postura humilde que não ofenda seus provedores, para que não lhe cortem os benefícios. Quanto ao rico, ele, de modo duplamente tolo, não se sente necessitado de nada, já que confia nos seus bens, e, por isso, não se importa em tratar os outros com dureza e desprezo.

As lições são dirigidas a ambos: pobres e ricos. Aos ricos, o próprio modo de expor a questão demonstra a desaprovação divina tanto no que tange ao tratamento duro e ríspido, motivado pelo pior desprezo que um coração pode abrigar, como também no que tange ao fato de ignorarem a necessidade que têm do próprio Senhor, para quem nenhum dinheiro ou poder significa coisa alguma. Aos pobres, há lições tanto no sentido de lembrá-los de que a humildade é uma ferramenta que não podem dispensar, como também no sentido de que devem se esforçar para que não enfrentem nenhuma pobreza por motivo de descaso, preguiça, desleixo ou falta de responsabilidade, mostrando quanto é dura a condição dos desprovidos. No final das contas, o temor a Deus e o amor fraternal devem dirigir a todos. Assim, eles poderão rir juntos.

Pr. Thomas Tronco

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