Segunda, 26 de Junho de 2017
   
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Provérbios 6.6-11

  

Provérbios 6.6-11

“Observe a formiga, preguiçoso, reflita nos caminhos dela e seja sábio! Ela não tem nem chefe, nem supervisor, nem governante, e ainda assim armazena as suas provisões no verão e na época da colheita ajunta o seu alimento. Até quando você vai ficar deitado, preguiçoso? Quando se levantará de seu sono? Tirando uma soneca, cochilando um pouco, cruzando um pouco os braços para descansar, a sua pobreza o surpreenderá como um assaltante, e a sua necessidade lhe virá como um homem armado” (Pv 6.6-11 NVI).

Em uma revista de curiosidades, li uma receita para acabar com a preguiça. Segundo o proponente da técnica, você precisa dizer a si mesmo que vai fazer o que precisa durante apenas cinco minutos, algo mais ou menos assim: “Vou arrumar meu armário durante cinco minutos e só” ou “vou trabalhar na minha tese por apenas cinco minutos”. A ideia é que cinco minutos é tão pouco tempo que você não vai conseguir criar motivos para fugir do trabalho. Entretanto, depois que esse tempo passa, é bem provável que você esteja bem envolvido na tarefa e deseje terminá-la. Caso isso não aconteça, o proponente da técnica diz que pelo menos você começou algo que precisava ser feito.

Quem dera a preguiça pudesse ser combatida com simples receitinhas como essa! A verdade é que a maneira de vencê-la é decidir firmemente ser responsável e cumprir seus deveres. Por isso, longe de criar pequenos passos com o intuito de tapear a morosidade, Salomão prefere conscientizar os servos de Deus mostrando o exemplo da criação e a ordem impressa por Deus no mundo, dizendo: “Observe a formiga, preguiçoso, reflita nos caminhos dela e seja sábio! Ela não tem nem chefe, nem supervisor, nem governante, e ainda assim armazena as suas provisões no verão e na época da colheita ajunta o seu alimento”. A ideia é mostrar que, mesmo que o cansaço seja normal aos seres vivos, não há justificativas para que alguém evite as responsabilidades com base na sensação de preguiça. Outro ponto forte nessa comparação, no sentido de evidenciar a necessidade do homem de se envolver em suas tarefas, é o fato de as formigas cumprirem seu dever sem serem forçadas por um chefe, mas como função natural de conviver em uma sociedade organizada. Por isso, no tocante ao trabalho, a formiga é um bom exemplo a ser seguido por quem deseja ser sábio e servir a Deus com toda a sua vida.

Depois de dar um exemplo muito bem escolhido dentre os seres vivos, o escritor exorta seus leitores indolentes fazendo-lhes duas perguntas que contêm uma pesada carga de reprovação e de repreensão: “Até quando você vai ficar deitado, preguiçoso? Quando se levantará de seu sono?”. A intenção não é obter uma resposta, mas uma atitude: abandonar a morosidade e abraçar as responsabilidades. É claro que o escritor sabe que não é fácil, do mesmo modo que também sabe ser imperativamente necessário. O tom duro se justifica por causa da inércia em que vive o preguiçoso, o qual passa seus dias “tirando uma soneca, cochilando um pouco, cruzando um pouco os braços para descansar”. Essa visão não é em tudo errada, pois é mais ou menos assim que o homem ocupa seus dias de descanso e seus períodos de férias. Porém, se esse é seu constante estilo de vida, a consequência é que “a sua pobreza o surpreenderá como um assaltante e a sua necessidade lhe virá como um homem armado”. O mesmo escritor diz, em Eclesiastes, que “para tudo há uma ocasião e um tempo para cada propósito debaixo do céu” (Ec 3.1). Portanto, trabalhe quando é preciso trabalhar, para que também possa descansar enquanto usufrui os frutos do seu árduo trabalho.

Pr. Thomas Tronco

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