Quinta, 30 de Março de 2017
   
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Amassando Barro

Pastoral

Nas últimas semanas, entre conversas descontraídas com irmãos de mais idade que eu, ouvi relatos de pais que, no passado, levavam seus filhos à igreja, mesmo que, para isso, tivessem de andar “debaixo de chuva” e “amassar barro”.

Essas expressões me chamaram a atenção porque não é muito comum observar hoje em dia muitos exemplos como esses. Isso porque, primeiro, não há mais tantas ruas de terra como antigamente e, segundo, parece não haver a mesma disposição em boa parte dos pais.

O que tenho ouvido é que famílias não podem ir à igreja porque o bebê é muito pequeno e não tem o sistema imunológico desenvolvido. Quando crescem um pouco mais e têm anticorpos suficientes, não podem ir à EBD porque têm fome antes do almoço e nem ao culto da noite, visto que, depois de jantarem, têm sono. Quando são crianças desenvolvidas, suas atividades e passeios não podem ser desperdiçados em função dos cultos, já que “o tempo voa” e elas crescem rápido. Na adolescência e juventude, boa parte nem sequer se interessa por Jesus ou pela Bíblia e os pais lamentam o fato de a igreja não ter mais programações que os atraiam.

Em lugar desse monte de desculpas, as Escrituras ensinam que os pais devem instruir seus filhos nos caminhos do Senhor (Dt. 6.6,7; Pv 22.6; Ef 6.4), ensinar-lhes respeito e obediência (Ef 6.1-3), levá-los a participar dos cultos públicos (2Cr 20.13; Ne 12.43) e corrigir seus erros (Hb 12.9).

Os filhos são como vasos de barro que precisam ser modelados corretamente. Não cumprir tais responsabilidades faz com que um futuro indesejado seja iminente e que novas desculpas tenham de ser inventadas a cada etapa da vida dos filhos. Até quando isso acontecerá? Até que o barro não possa mais ser amassado? Pense seriamente nisso!

Pr. Thomas Tronco
Soli Deo gloria
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