Segunda, 25 de Junho de 2018
   
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Reflexão de 15 de outubro

  

15 de outubro

Leitura do dia (para ler a Bíblia inteira em 1 ano): Apocalipse 15; Ester 6.14–8.17; Salmo 107.1-22

Reflexão do dia: Provérbios 13.25

“O justo come até satisfazer o apetite, mas os ímpios permanecem famintos”.

Completei recentemente 24 anos de vida cristã, depois da minha conversão pela fé ao Senhor Jesus. Nesse tempo todo, testemunhei muitos casos de pecado e de arrependimento, muitos deles feitos publicamente. Já vi crentes contritos confessando sua imoralidade, suas mentiras, sua violência, seu rancor, seu apego pelo mundo, suas desonestidades e seu desvio dos caminhos de Deus. Mas algo que eu nunca vi foi alguém chorando arrependido pelo pecado da glutonaria. Ao contrário, sempre que esse pecado é citado, há uma risada geral como que dizendo: “Isso aí todo mundo faz e não é mesmo um erro” — eu mesmo já fiz isso muitas vezes, como também sofria as consequências de não levar esse ensino a sério. Com sorrisos, parecem até mesmo aprovar o que a Bíblia reprova com dureza (Is 56.11; Rm 16.18; Fp 3.19). Ao contrário disso, Agostinho de Hipona se preocupava em comer o que lhe bastava, desejando evitar a todo custo a garfada que o conduziria ao pecado.

Salomão ensina algo que deve tirar esse tipo de sorriso dos nossos lábios. O assunto não é apenas comida, mas, de modo geral, o domínio próprio — uma das virtudes fruto do Espírito, segundo Paulo (Gl 5.22,23). Por isso, ele compara o justo com o ímpio começando a falar do modo de agir do “justo”. Em uma refeição — diz o rei — ele “come até satisfazer o apetite”. Não quer dizer que ele não tem prazer no alimento ou que é errado se deliciar com uma boa comida. Salomão até diz que aproveitar a comida é algo bom (Ec 5.18). Mas para tudo há limites, não só no que diz respeito ao alimento, mas a todos os apetites da carne, ou seja, todos os desejos que o homem tem. O homem justo não se deixa dominar por eles e não perde seu controle diante dos impulsos da carne (1Co 6.12).

A falta de domínio próprio não é uma característica exclusiva dos “ímpios”, mas pode-se ver neles, pois, apesar de comerem o que basta e o que lhes é saudável, “permanecem famintos”. Isso significa que o gosto pelo alimento é maior que a necessidade do alimento e, ainda que saiba que não deve, ele se entrega à gula. É claro que, apesar de tratar de algo pontual, o rei sábio sabia que o mesmo problema escraviza o homem em diversas áreas de sua vida. Ao que parece, esse impulso comum do homem não é mera questão de gosto, mas algo a ser tratado por Deus e por sua Palavra. Afinal, se um cristão não pode se conter diante de um prato, como se conterá diante das tentações da vida?

Pr. Thomas Tronco

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