Sexta, 21 de Setembro de 2018
   
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Reflexão de 3 de novembro

  

3 de novembro

Leitura do dia (para ler a Bíblia inteira em 1 ano): 1Timóteo 5.1-20; Jeremias 1–2; Salmo 119.145-176

Reflexão do dia: Provérbios 14.19

“Os maus se inclinarão diante dos homens de bem, e os ímpios, às portas da justiça”.

Tradução bíblica não é uma tarefa fácil. Um sem-número de críticos de versões bíblicas dentro das igrejas somente existe por ignorância quanto às dificuldades, sutilezas e múltiplas possibilidades de tradução de um texto que compõem a tarefa do tradutor bíblico e também do exegeta. Este texto é um exemplo de possibilidades diversas de tradução e, em função disso, de multiplicidade de significados e aplicações.

A primeira parte do versículo não parece ser complicada. Diz que os homens “maus”, que são o objeto de análise do texto, “se inclinarão diante dos homens de bem”. O que entra em cena é um tipo de homenagem de uma pessoa a outra — no caso, o homem mau homenageando o bom. Salomão não isola esse ato dentro de uma circunstância específica. Ao contrário, parece querer apontar que, no final, o bem é sempre reconhecido e validado, de modo que até seus piores opositores e perseguidores têm de reconhecer seu valor e fazê-lo publicamente — grande encorajamento para os bons que não vêm imediatamente os benefícios da bondade.

O problema de tradução se encontra na segunda parte do texto, em que o rei sábio, falando dos “ímpios” — que são os mesmos homens maus da primeira parte — se inclinarão “às portas de justiça” (NVI), ou “às portas do justo” (ARA). A palavra hebraica tsadiq pode ser traduzida tanto por “justo” como por “justiça”. Assim, se o ímpio se dobra diante da porta do justo, o significado seria de que ele chega a implorar pela ajuda daquele a quem desprezou e perseguiu. Porém, se ele se curva diante da porta da justiça, significa que ele recebe a punição por seus maus atos — visto que a porta de uma cidade era o local em que ocorriam os julgamentos, a expressão “portas de justiça” pode significar um tribunal.

Enquanto a primeira opção confirma paralelamente o que foi dito na primeira parte do versículo, a segunda opção faz um acréscimo importante ao destino dos maus. De qualquer modo, a mensagem fica preservada independente da opção de tradução. O fato é que Deus quer garantir aos homens sábios que o temem que, mesmo que a justiça humana atrase, ele conhece tudo e reservou um tempo para fazer o mal cair sobre os maus. Assim, que os bons perseverem em fazer o bem, esperando em Deus o reconhecimento e o consolo.

Pr. Thomas Tronco

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