Segunda, 25 de Junho de 2018
   
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Reflexão de 12 de novembro

  

12 de novembro

Leitura do dia (para ler a Bíblia inteira em 1 ano): Filemom; Jeremias 19–20; Salmo 128

Reflexão do dia: Provérbios 14.31

Aquele que oprime o pobre com isso despreza o seu Criador, mas quem ao necessitado trata com bondade honra a Deus”.

Conheci uma pessoa que queria ser pobre para ganhar sustento do governo sem ter de trabalhar. Arrumava emprego de tempos em tempos para, assim que deixasse o trabalho, receber o seguro-desemprego. Também não desejava mudar de classe social, pois, caso isso ocorresse, perderia benefícios sociais. Era algo tão contrário ao bom senso que se eu não tivesse visto, não acreditaria. De qualquer modo, isso só é possível porque hoje em dia há — bem ou mal-executada — uma política de socorro aos desamparados e de combate à pobreza. Por isso, ao mesmo tempo que há gente recebendo a devida ajuda, há também quem abuse dela.

Nos dias de Salomão isso não ocorreria, pois não havia políticas assistenciais vindas do governo como há hoje. Mesmo assim, o Senhor não deixou os pobres e necessitados à sua própria sorte. Deus ordenou que seus servos fossem bondosos com os carentes (Dt 15.7), dessem-lhes oportunidade de colher em suas terras (Êx 23.11), os ajudassem a reconquistar o que perderam (Lv 25.25-28) e até agir para com eles como se fosse um empréstimo a Deus, querendo dizer que o Senhor recompensaria tais ações (Pv 19.17). Por isso, parte do serviço a Deus, que consiste em obedecer às suas diretrizes, é socorrer pessoas que não podem sozinhas obter o que precisam para suprir suas necessidades básicas. Mas quem acha que é sobre isso que Salomão está falando, se engana. Trata-se de um caso muito pior.

O rei sábio não se dirige a pessoas que ignoram as necessidades do carente, mas “àquele que oprime o pobre”. Há gente que lucra tornando o pobre ainda mais pobre. Esse tipo de ganância cruel, mesquinha e maldosa é uma ação que “despreza o seu Criador”. Trata-se de destruir o que ele criou, além da ordem harmoniosa que ele ensinou. Não é apenas rebeldia contra o bem-estar dos homens, mas contra a moral e a justiça do Senhor. Por outro lado, “quem ao necessitado trata com bondade honra a Deus”. Assim, além de nos encher de ânimo a fim de socorrermos quem precisa de verdade, há aqui um grande alerta — que também vale para os falsos pastores de falsas igrejas que lesam pessoas carentes a fim de ficarem ricos: “Se você lesa alguém em seu sustento básico, esteja certo que o Senhor desaprovará com rigor”. Para os servos de Deus a ordem é: “Portanto, enquanto temos oportunidade, façamos o bem a todos, especialmente aos da família da fé” (Gl 6.10).

Pr. Thomas Tronco

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