Quarta, 19 de Dezembro de 2018
   
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Reflexão de 22 de novembro

  

22 de novembro

Leitura do dia (para ler a Bíblia inteira em 1 ano): 1Pedro 5; Jeremias 39–40; Salmo 138

Reflexão do dia: Provérbios 15.6

A casa do justo contém grande tesouro, mas os rendimentos dos ímpios lhes trazem inquietação”.

Ouvi falar de um homem, em uma cidade em que morei, que passou a vida trabalhando duro para sustentar a vida e dar condições de seus filhos estudarem. Nunca teve vícios, nem se envolvia com pessoas ruins. Qualquer pessoa que o conhecia dizia se tratar de um homem de bem e trabalhador responsável. Foi assim até que suas terras foram desapropriadas para a construção de uma represa. A indenização foi muito boa e ele recebeu mais dinheiro do que jamais imaginou ter — ninguém sonhava que sua terra valeria tudo aquilo. Mas quando todos pensavam que esse era o merecido prêmio por uma vida sofrida para aquele homem, o dinheiro que recebeu se pareceu mais com uma maldição do que com uma bênção. Isso porque, sem precisar mais trabalhar duro de sol a sol, aquele senhor resolveu aproveitar seu tempo para passar com os amigos no bar. Tornou-se um alcoólatra e praticamente destruiu sua família.

Essa triste história é tanto infeliz como recorrente. Assim, o modo de utilizar os bens também é assunto que separa os sábios dos tolos. O texto inicia sua análise pela “casa do justo”, a qual pode significar seu domicílio ou sua família — ou ambos, o que se torna real diante das conclusões do ensino presente. Assim, é dito que sua casa “contém grande riqueza”. Pela sabedoria e pelo temor de Deus, o que o justo possui é empregado de maneira boa e edificante, servindo para suprir a família, socorrer suas necessidades, trazer paz no que tange a coisas que precisam ser adquiridas e garantir o futuro de todos. Por não utilizar mal seu dinheiro, o justo nem cria problemas para os seus, nem desperdiça o dinheiro para o necessário suprimento no presente e no futuro.

Para o tolo, o dinheiro age de maneira bem diferente. “Os rendimentos dos ímpios”, em lugar de lhes trazer tranquilidade, suprimento e conforto, frequentemente “lhes trazem inquietação”. Isso ocorre porque, assim como na história contada anteriormente, o tolo não tem temor a Deus e um caráter firmado no bem para saber priorizar o que é correto. Ao contrário, o dinheiro lhe abre portas para o que seu coração corrompido deseja. É por isso que vemos tão comumente pessoas que recebem seus pagamentos e o gastam quase instantaneamente com noitadas, diversão, bebidas e farras. O resultado são as consequências ruins de atitudes desregradas como essas e a carência no restante do mês do que foi desperdiçado de maneira tão vil. Por isso, infelizmente, muitas pessoas vivem de modo mais seguro quando não têm o que precisam. E o problema não é social ou governamental, mas um que guarda relação com a rebeldia a Deus e a tolice do coração. O homem, para ser sábio, não precisa saber apenas como ganhar seu dinheiro, mas também como utilizá-lo.

Pr. Thomas Tronco

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