Quarta, 20 de Junho de 2018
   
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Reflexão de 27 de dezembro

  

27 de dezembro

Leitura do dia (para ler a Bíblia inteira em 1 ano): Lucas 3.1-20; Ezequiel 40–41; Isaías 62

Reflexão do dia: Provérbios 16.12

“Os reis detestam a prática da maldade, porquanto o trono se firma pela justiça”.

Em 1965, o então presidente marechal Humberto Castello Branco leu no jornal que um de seus irmãos, funcionário da Receita Federal, recebera de presente um automóvel Aero Willys em agradecimento de sua classe pela ajuda que dera na elaboração de uma lei que organizava o plano de carreira. O marechal telefonou para o irmão dizendo-lhe que deveria devolver o carro. Ele argumentou que se cada fiscal da Receita lhe tivesse dado uma gravata, o valor seria muito maior, mas isso não convenceu o presidente. Então, seu irmão disse que essa medida o desmoralizaria em seu cargo. Castello Branco o interrompeu, dizendo: “Você não entendeu. Você já está afastado do cargo. Estamos decidindo agora se você vai preso ou não”.

Que saudades do tempo em que os governantes tinham mais noção de moral e de justiça! O fato de isso estar fora de moda, hoje em dia, não quer dizer que seja certo as autoridades, em quaisquer esferas ou escalões em que estejam, lançar mão de mentiras e injustiças no uso das prerrogativas de seus cargos. Salomão, autoridade máxima em termos administrativos de seu reino, disse que “os reis detestam a prática da maldade” — ou que, pelo menos, deveriam detestar. Maldades não podem ser aceitas pelos líderes nem em suas próprias práticas, nem nas práticas alheias. Como o rei do passado era também o mais alto juiz da nação, o zelo pela retidão devia ser uma marca da atividade real. Reis injustos causavam sofrimento nos súditos e instabilidade no país. As prerrogativas de liderança, portanto, trazem mais deveres que direitos para aqueles que governam bem.

A vantagem, então, de se buscar um procedimento justo e repudiar as práticas perversas e ilícitas é que o governo do bom líder se torna robusto e bem embasado, já que “o trono se firma pela justiça”. Basta ver, por exemplo, como o julgamento sábio e justo de Salomão, na questão das mulheres que disputavam um menino, lhe trouxe admiração e respeito de seus súditos e até de reinos distantes, razão pela qual é narrado no início da história do seu reinado (1Rs 3.16-28). O fato é que o bom procedimento dos líderes cria respeito em seus liderados e torna sua liderança mais forte e bem estabelecida. Os benefícios posteriores são bem maiores que os lucros galgados com a maldade ou com a parcialidade no tratamento dos liderados. É, sim, custoso para o líder agir com imparcialidade e justiça, mas vale a pena. Talvez digam de você algo semelhante ao que disseram de Salomão: “Quando todo o Israel ouviu o veredicto do rei, passou a respeitá-lo profundamente, pois viu que a sabedoria de Deus estava nele para fazer justiça” (1Rs 3.28).

Pr. Thomas Tronco

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