Domingo, 17 de Dezembro de 2017
   
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Diário de um Peregrino (Baseado no 'Salmo 84')

Pastoral

1º Dia: Levantei bem antes do Sol; afinal, temos pela frente pelo menos 150 quilômetros e 4 dias de viagem, se o tempo ajudar. Foram semanas de preparação e finalmente chegou o grande dia: vamos para as festas de Jerusalém! Neste ano, a Raquel não poderá ir. Ficará tomando conta do Reuel, que fez 3 meses ontem. Ficarão com minha sogra e cuidarão dos animais e da horta. Sentirei falta de minha esposa.

Logo que levantei, fui acordar as crianças que irão comigo: o Jacó, o Isaquias, o Jeremias, a Rute, a Isabel e os gêmeos Jonadabe e Jobadias. As crianças levantaram rápido, com exceção do Jacó — adolescentes gostam de dormir bastante. Estávamos todos animados. É a melhor época do ano.

Deixamos Maaca antes da hora primeira. Acompanhamos a margem do rio que desemboca no mar de Quinerete. As crianças caminharam cantando a maior parte do tempo. Estavam todos felizes, pois iríamos reencontrar os primos e fazer novos amigos. Os meses de preparação para a viagem geraram em nossos corações a excelente expectativa de estarmos com nossos queridos no Templo para adorar. Isaquias passou a tarde relembrando das comidas da festa do ano passado (precisei lembrá-lo de que, neste ano, estamos com orçamento limitado para gastar na festa). Acampamos à beira-mar, cantamos um hino segundo a melodia Corça da manhã e fomos dormir, afinal tinha muito chão pela frente no dia seguinte.

3º Dia: As crianças pareciam cansadas hoje. Consegui animá-las lembrando de como foram as cerimônias no Templo no ano passado. O momento em que cantamos juntos foi magnífico. Lembramos da leitura da Lei e de como o próprio sacerdote parecia emocionado quando chegou ao texto de Êxodo. Era como se o próprio Senhor estivesse lá — de fato, ele estava. Lembramos de como foi a entrada de Salomão e como ele cumprimentava as pessoas com os olhos — ele é um rei muito carismático. Deu saudade! Conversamos sobre como devia ser bom para aqueles que só fazem isso o dia todo. Imagine como seria acordar todo dia e sair para trabalhar no Templo!

4º Dia: Hoje o dia começa difícil. Teremos de passar pela aridez do deserto. Fiquei com medo de as crianças passarem mal; muito calor, pouca água.

Por incrível que pareça, o Vale de Baca foi uma das melhores partes da viagem. Passamos cantando a melodia Os lagares. As crianças choraram de alegria. Jerusalém estava perto!

Chegamos! Já estava quase à noitinha quando vimos Jerusalém, a cidade amada! Conseguimos vislumbrar o Templo. Estava lindo! Meu coração disparou quando lembrei que amanhã estaremos lá com todo o povo adorando ao Senhor.

6º Dia: Hoje o culto foi magnífico. Na leitura sacerdotal, as crianças conseguiram acompanhar de memória e balbuciaram as palavras da Lei. Praticamente já decoraram Deuteronômio 6.

Enquanto cantávamos, levantei os olhos para o teto e vi ninhos de pardal e de andorinha (será que existe inveja santa?). Como deve ser bom morar aqui e testemunhar a presença de Deus todos os dias!

Fiquei tão emocionado que soltei um suspiro forte, que veio direto da alma, bem na hora em que a música terminou. As crianças riram bastante. Queria que a Raquel estivesse aqui!

15º Dia: Hora de voltar pra casa! Foram dias maravilhosos! Não vemos a hora de voltar ano que vem e, se o Senhor permitir, com a Raquel e o Reuel! Quão amáveis são as moradas do Senhor, do Senhor dos Exércitos!

Pr. Pedro Freitas

 

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