Quarta, 28 de Junho de 2017
   
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Como Reagir a uma ‘Bronca’?

Pastoral

Pais, filhos, maridos, esposas, amigos, líderes e liderados. Todos, certamente, serão repreendidos ou precisarão exortar alguém ao longo da vida cristã. É fato, porém, que ninguém gosta de receber “broncas”. Seja por termos nosso orgulho afetado ou por precisarmos sair de nossa zona de conforto, as correções sempre trazem certa sensação de “perda”.

Entretanto, o livro de Provérbios apresenta uma perspectiva diferente do assunto, mostrando que as repreensões que recebemos não são um fim em si mesmas, mas sim um meio pelo qual podemos obter sabedoria para toda a vida (Pv 19.20). Aliás, o próprio Deus repreende seus filhos (Pv 3.11-12) e a disposição em exortar quando necessário constitui um bom critério para definição de nossas amizades (Pv 27.17).

Com tais pressupostos em mente, então, como podemos absorver a sabedoria divina diante de uma “bronca”? Provérbios, dentre muitas lições, parece indicar três passos.

O primeiro deles é dispor-se a ouvir atentamente (Pv 8.33). Como já comentado anteriormente, nosso coração se encherá de orgulho à medida que a repreensão avançar, mas é fundamental que nossos ouvidos estejam atentos ao que é dito. A atitude mais comum diante de uma exortação é a tentativa de argumentar ou justificar-se, algo que Adão fez quando repreendido por Deus na primeira “bronca” da humanidade (Gn 3.12).

Falar antes de ouvir, segundo Provérbios, é tolice (Pv 18.13 cf. Tg 1.19). Por isso, ao ser corrigido, controle-se e ouça atentamente o que é dito, buscando compreender completamente qual assunto é tratado e observando como a conversa prosseguirá.

Em segundo lugar, é necessário refletir sobre a questão (Pv 17.10). O insensato de Provérbios não dá ouvidos à repreensão e não aprende nada com ela, enquanto o efeito de uma “bronca” no sábio é tão forte que marca a sua vida, fazendo dela um instrumento efetivo e útil para construção de um caráter aprovado e fiel.

Pensar no problema exigirá, algumas vezes, que você agradeça à pessoa pela correção, mas fale que pensará melhor sobre o assunto e a procurará em breve. Isso porque tal reflexão implica olhar para a questão com honestidade e, deixando o orgulho de lado, compreender tópicos como “qual foi a ofensa?” e “quem foi ofendido?”. Pensando nisso, ficará muito mais fácil perceber a extensão do problema e partir para o próximo passo.    

Por fim, é necessário agir (Pv 10.17) — aqui a ênfase prática de Provérbios entra em destaque. Diante de uma repreensão, pode ser exigido de nós uma ação imediata (como, por exemplo, quando a Palavra de Deus nos ordena o abandono de certos pecados) ou a vigilância para uma ocasião futura, quando tivermos a oportunidade de agir de modo diferente daquele que nos rendeu uma correção. Aqui se destaca também a necessidade de reparar os prejuízos que nosso erro causou: é preciso se desculpar com alguém? Será necessário arcar com algum dano?

Mas, ainda é possível que, diante da repreensão, simplesmente digamos “não” às instruções divinas e continuemos a viver da maneira que julgamos certo. Nesse caso, Provérbios deixa bem claro qual é o destino que nos espera: a destruição completa (Pv 1.24-32; 29.1).

Tendo tais verdades diante de nós, é fundamental sermos bons “levadores de bronca” (Pv 9.8; 15.12), estando também aptos para repreender quando necessário (Pv 13.24). Afinal, mais do que uma chateação passageira, precisamos compreender que a correção é uma preciosa ferramenta de Deus para nosso crescimento e proteção perenes (Pv 6.20-24).

Níckolas Ramos Borges

Líder de Jovens da IBR-SP

 

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