Sábado, 24 de Junho de 2017
   
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E se Tudo Desabar?

Pastoral

No mundo acontecem terremotos — uns fortes, outros fracos. As pessoas têm medo dos terremotos. E quando eles vêm, há o susto terrível durante sua “passagem” e os prejuízos com que lidar depois da tragédia. Muitas vezes, esses prejuízos são irreparáveis. Tudo desaba — casas, prédios e viadutos — sem que, eventualmente, haja condições de recuperação.

Não é somente na crosta terrestre, porém, que acontecem terremotos. Eles também acontecem na história, na experiência e no coração das pessoas. Eles sobrevêm aos homens, por exemplo, quando sua família se desfaz, quando os velhos planos vão por água abaixo, quando a estrutura financeira de que tanto se depende entra em colapso, quando a morte (ou a vida) leva embora a pessoa que serve como nosso arrimo ou quando a doença fatal chega. É aí que tudo desaba e as pessoas se veem sem rumo, desorientadas, o coração moído dentro delas.

O que o crente faz nessas horas? Como o cristão age ou deve agir quando tudo desaba? É fácil criar receitinhas com três ou quatro itens. E essas receitinhas acompanhadas de conselhos bonitos mostram que quem as inventa não sabe, na verdade, com que está lidando; não conhece a complexidade do drama vivido por quem passa por essas coisas.

O fato, despido de enfeites, é que, frequentemente, quando tudo desaba não há nada a fazer, exceto olhar para os escombros e chorar. É claro que, nessas horas, deve-se tentar reduzir os danos ao máximo, buscar ajuda emocional, salvar o que restou. Porém, chega o momento em que se percebe que não há mais medida nenhuma a ser tomada. Então, como disse um poeta, “só nos resta viver”.

Tudo isso é duro, mas é verdade, tanto para os crentes como para os incrédulos. Há, contudo, uma diferença (e o que vem agora não é conversa de pastor espiritualzinho): o crente tem recursos de que o incrédulo não dispõe. E são somente esses recursos que lhe restam quando tudo desaba. Eu me refiro ao que Paulo diz em Efésios 3.14-19:

“Por esta causa, me ponho de joelhos diante do Pai, de quem toma o nome toda família, tanto no céu como sobre a Terra, para que, segundo a riqueza da sua glória, vos conceda que sejais fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito no homem interior; e, assim, habite Cristo no vosso coração, pela fé, estando vós arraigados e alicerçados em amor, a fim de poderdes compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus”.

O crente pode ser fortalecido poderosamente em seu interior “mediante o Espírito”, de maneira que a presença de Cristo seja provada ricamente em seu coração, seu amor pelos irmãos seja firme, sua compreensão do amor de Deus seja maior e o controle do Senhor sobre sua vida seja completo.

Essas coisas ajudarão o servo de Cristo a prosseguir quando tudo desabar. Paulo orava para que Deus as concedesse aos crentes de Éfeso e devemos orar para que ele as conceda a nós também. Pouco ou nada, além disso, nos resta após a total devastação.

Pr. Marcos Granconato

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