Segunda, 11 de Dezembro de 2017
   
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Quem é Jesus?

Pastoral

Recentemente, li um artigo na Internet que listava as dez perguntas mais frequentes no Google. A pergunta que encabeçava a lista era “Como chegar?”. Entre as outras nove, duas me chamaram bastante a atenção: “Qual é o nome do esquilo de A Era do Gelo?” e “Quem é Jesus?”.

Fiquei surpreso com o fato de, numa cultura global secularizada, que despreza sem quaisquer reservas o cristianismo, uma pergunta sobre a pessoa de Cristo ser tão frequente. Parece que Jesus continua a despertar o interesse no coração dos homens, dados a singularidade do seu caráter, a ousadia de suas asseverações e o impacto de sua figura sobre a história e a vida das pessoas.

Quem é Jesus? O Novo Testamento nunca escondeu a resposta. Pessoas que andaram com ele todos os dias, ouviram suas palavras em primeira mão, testemunharam seus feitos e participaram diretamente dos eventos a ele relacionados disseram que Jesus é o Filho de Deus que, existindo desde a eternidade, encarnou, nascendo milagrosamente de uma virgem. Em suas memórias e epístolas, esses homens disseram que ele é o Messias prometido nas páginas do AT, que ele andou entre nós realizando feitos espetaculares, dando vista aos cegos, fazendo aleijados andar e ressuscitando mortos.

Os mesmos autores do NT afirmaram que Jesus perdoava pecados e transformava a vida dos que criam nele e o seguiam. Disseram que ele é o salvador do mundo que morreu numa cruz sofrendo a pena do pecado em nosso lugar, foi sepultado, mas ressuscitou ao terceiro dia, podendo agora conceder vida eterna a quem confia exclusivamente nele.

Os autores bíblicos terminam seus relatos dizendo que, após sua ressurreição, Jesus passou vários dias com eles. Depois, subiu aos céus, prometendo que um dia voltará para estabelecer uma nova ordem mundial marcada pela paz e pela justiça.

Esses homens viram e ouviram tais coisas, passaram a proclamá-las, foram perseguidos por causa dessa mensagem e morreram em meio aos mais terríveis tormentos sem jamais negá-la.

Décadas depois, já no século 2, filósofos inimigos do cristianismo passaram a afirmar que Jesus tinha sido apenas um judeu espertalhão que enganava as pessoas e que os autores dos evangelhos eram os maiores mentirosos da história humana. (Mentirosos que morreram pelo que sabiam ser invenção? Hummm... Muito estranho.) Em tempos mais recentes, os historiadores iluministas criaram discursos menos agressivos sobre quem é Jesus e disseram que ele havia sido um jovem mestre judeu dotado de extrema inteligência e bondade, tendo causado um impacto tão grande na vida das pessoas que, diante da sua morte prematura, elas se sentiram impulsionadas a criar o mito do “Cristo da fé” que, bem diferente do “Jesus histórico”, faz milagres, ressuscita e sobe ao céu.

As premissas e as explicações dos historiadores iluministas foram superadas há algum tempo, sendo repletas de lacunas. No entanto, curiosamente, muita gente ainda prefere as “teorias” de ateus do século 19 a acreditar no relato de testemunhas oculares do século 1.

Independentemente, porém, das preferências de quem quer que seja, o fato é que a pergunta “Quem é Jesus?” só pode encontrar uma resposta fidedigna nos lábios dele mesmo. E os diversos aspectos dessa resposta foram fielmente registrados, conforme dito acima, nas memórias dos apóstolos. É ali, por exemplo, que ouvimos o próprio Jesus dizer: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8.12) e “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; e todo aquele que vive e crê em mim nunca morrerá” (Jo 11.25-26).

Palavras assim ajudam a responder a essa pergunta tão frequente no Google e, além disso, trazem esperança e alento a todos que creem no Filho encarnado e ressurreto de Deus.

Ah! O nome do esquilo de A Era do Gelo é Scrat.

Pr. Marcos Granconato

Non nobis Domine

 

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