Segunda, 11 de Dezembro de 2017
   
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Quem É Meu Irmão, Herdeiro do Céu?

Pastoral

Meu irmão, herdeiro do céu, é todo aquele que um dia, ao ouvir o evangelho, percebeu sua própria pecaminosidade e vileza. Então, descobriu-se perdido, sem Deus no mundo, destituído de sua glória e alvo do seu justo juízo (Rm 3.23).

Meu irmão, herdeiro do céu, é todo aquele que, estando ciente de sua miséria espiritual, aprendeu no evangelho que Cristo, o Filho de Deus encarnado, veio a este mundo para salvar os pecadores da eterna perdição (1Tm 1.15). Pela ação do Espírito Santo em sua vida, ele entendeu que o Senhor morreu na cruz do Calvário, sofrendo a punição pelos seus pecados. Entretanto, ressuscitou ao terceiro dia, subiu ao céu e está vivo, sentado à direita de Deus, aguardando a chegada do tempo designado para a sua volta a este mundo (Rm 8.34; Hb 1.3).

Meu irmão, herdeiro do céu, é todo aquele que, tendo ouvido e entendido essas coisas, arrependeu-se e creu no Filho de Deus, depositando unicamente nele sua esperança de salvação, entendendo que a obra redentora e substitutiva de Cristo foi suficiente para satisfazer as exigências de Deus, não sendo necessário acrescentar mais nada a ela para a obtenção do perdão do pecados (Hb 7.27; 9.26).

Meu irmão, herdeiro do céu, é aquele que, tendo os olhos do entendimento iluminados pela atuação do Espírito Santo, acolheu a verdade de que a salvação é, do início ao fim, somente pela fé (Rm 1.17; 5.1). Por isso, ele não confia no seu esforço próprio ou nas boas obras para obter ou manter a salvação (Ef 2.8-9).

Meu irmão, herdeiro do céu, também não confia que pode obter ou manter a salvação mediante alguma forma de filiação eclesiástica, nem por meio da observância de ritos sacramentais, nem tampouco mediante a veneração de cristãos já falecidos ou de anjos. Nesse aspecto, meu irmão, herdeiro do céu, abraça sem reservas o ensino apostólico de que  “não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (At 4.12).

Meu irmão, herdeiro do céu, mantém viva a esperança da volta do Senhor. Por causa dessa esperança, ele se purifica constantemente confessando seus pecados, fugindo da iniquidade, abandonando os resquícios de sua velha vida e buscando com zelo a santificação (1Jo 3.3).

Meu irmão, herdeiro do céu, não se conforma aos padrões de pensamento deste mundo, nem adota suas formas de falar e de agir (Hb 12.1-2), sendo um verdadeiro luzeiro que resplandece em meio a essa geração pervertida e corrupta (Fp 2.15). Ele é habitado pelo Espírito Santo que o guia, ensina, consola e fortalece (Ef 3.16). Por isso, meu irmão, herdeiro do céu, é dotado de discernimento para detectar e evitar tudo que contraria a vontade de Deus, nutrindo verdadeira repugnância por qualquer coisa que desonre a verdade, envergonhe a fé e descaracterize o evangelho (1Jo 2.20).

Meu irmão, herdeiro do céu, foi inserido pelo Espírito Santo na igreja, o corpo de Cristo (1Co 12.13). Ele também foi dotado de dons especiais que, sendo postos em prática, promovem a edificação de cada membro desse corpo (Rm 12.4-8).

Meu irmão, herdeiro do céu, tendo a mente e o coração transformados, acolhe com branda docilidade tudo que é ensinado pela Palavra de Deus e, por isso, ama, defende e protege a igreja local em que o Senhor mesmo o colocou, sofrendo por causa de suas falhas e vibrando com suas vitórias e acertos. Ele reprova todo os simulacros de igreja que há na atualidade e que distorcem o evangelho, mas ama e se apega à verdadeira comunidade da fé em que congrega, trabalhando sempre e alegremente para o progresso de sua causa neste mundo (Fp 1.27).

Meu irmão, herdeiro do céu, é uma pessoa rara. Pertence ao grupo pequeno dos eleitos de Deus (Rm 11.5). É parte de um rebanho integrado por poucas ovelhas. Está entre aquela minoria que passou pela porta estreita e que trilha um caminho apertado (Mt 7.13-14). O mundo não o entende e, no fundo, o odeia (1Jo 3.13). As centenas de milhares de “evangélicos” de hoje jamais o aceitaram, preferindo a amizade dos incrédulos à comunhão com ele. Quando esses “evangélicos” o ouvem reprovar o erro à luz das Escrituras, levantam-se espumando de raiva e, unindo-se a incrédulos de todo tipo, chamam-no de radical, fundamentalista, fanático, preconceituoso e sem amor.

Eis aí o meu irmão, herdeiro do céu. Você vai encontrá-lo às vezes. Verá que ele é alegre, mas não faz muito barulho. É dotado de uma estranha discrição. Perceberá que ele evita sutilmente  alguns círculos e conversas (Sl 1.1). Notará que seu linguajar é vazio de obscenidades, de palavras sujas e de futilidades (Ef 5.4; Cl 3.8). Descobrirá que ele considera absurdas e vergonhosas muitas coisas que a maioria das pessoas considera normais (Rm 6.21). Verá também que ele se apega a coisas que o mundo despreza com zombaria. Perceberá que ele fica deslocado em alguns ambientes e que parece não pertencer a lugar algum. Verá que os incrédulos (o que inclui muitos “evangélicos”) não se “soltam” muito perto dele por razões que eles próprios não sabem explicar. Sim, você vai encontrá-lo, às vezes, por aí. E suas várias reações diante dele revelará algo sobre você mesmo. Revelará, talvez, se você também é meu irmão, herdeiro do céu.

Pr. Marcos Granconato

Non nobis, Domine

 

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