Quinta, 23 de Novembro de 2017
   
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A Formação da Teologia de John Nelson Darby (ANEXO)

Obs: Esse anexo, cujo assunto é citado por MacPherson na parte 2/3 do artigo "A Formação da Teologia de John Nelson Darby", demonstra a grande distância que há entre a teologia de Darby e a confusa teologia de Margareth MacDonald, descrita abaixo segundo as próprias palavras dela.

 

O Enunciado de Margareth MacDonald

Primeiramente foi o péssimo estado da terra que me pressionou. Eu vi a imensa cegueira e paixão do povo. Eu senti que o clamor por liberdade fora apenas o silvo da serpente (...), eu repeti as palavras. Agora, há a angústia e perplexidade das nações, os mares e as ondas rugem, os corações dos homens debilitados pelo medo aguardam o sinal do Filho do homem. Aqui fui designada a parar e clamar: Ó, não se sabe o que de fato é o sinal do Filho do homem. O povo de Deus crê que o está aguardando, contudo eles não sabem do que se trata. Eu senti que isso precisava ser revelado e que havia grande treva e erro concernente ao sinal; mas, de repente, seu significado eclodiu em mim com uma luz gloriosa. Eu vi algo que era apenas o próprio Senhor descendo do céu com um brado, apenas o homem glorificado, o próprio Jesus; mas tudo aquilo deveria, assim como Estevão, estar cheio do Espírito Santo, e eles olhariam para o alto e veriam o resplendor da glória do Pai (...) muitas passagens foram reveladas por meio de uma luz nunca vista antes. (...) ‘Portanto, não sejais ignorantes, porém compreendei qual é a vontade do Senhor; e não se embriagueis com vinho, onde há o excesso, mas sejam cheios do Espírito’. Esse fora o óleo que as virgens sábias levaram em suas vasilhas; essa é a luz que permanece brilhando ― a luz de Deus ― com a qual podemos discernir o que se não pode observar com os próprios olhos. Apenas aqueles que possuem a luz de Deus dentro de si podem ver o sinal do seu aparecimento. (...) Apenas Cristo em nós, que nos levantará ― ele é a luz ―, apenas aqueles que estão vivos nele serão arrebatados para se encontrarem com ele nos ares. Eu vi que precisamos estar no Espírito, que precisamos ver as coisas espirituais (...) mas eu vi que a glória da ministração do Espírito não fora conhecida. Por diversas vezes repeti que o templo espiritual deve e será erguido e que a plenitude de Cristo será derramada em seu corpo e, então, seremos arrebatados para encontra-lo. Ó, ninguém será considerado merecedor desse chamado, exceto seu corpo, que é a Igreja, a qual deve ser um candelabro feito de ouro. Eu frequentemente digo: ó, a gloriosa imprevisibilidade de Deus que está prestes a irromper nessa Terra; ó, o glorioso templo que agora está prestes a ser erguido, a noiva adornada para seu esposo; e ó, quão santa, santa noiva ela deve ser, a ser preparada para tão glorioso noivo. Eu disse: agora o povo de Deus terá relação com a realidade, agora o glorioso mistério de Deus em nossa natureza será conhecido, agora será revelado o que é para o homem ser glorificado. Eu senti que a revelação de Jesus Cristo ainda tinha de ser desvendada, não necessariamente o conhecimento de Deus contido nela, mas uma entrada para junto de Deus. Vi que haveria uma gloriosa abertura para Deus prestes a acontecer. Eu me senti com Elias, cercado por carruagens de fogo. Eu o vi como ele era, o templo espiritual reerguido e a Pedra Principal conduzida com brados de graça sobre ela. Era uma luz gloriosa maior que o brilho do Sol que reluziu ao meu redor. Eu senti que aqueles que foram cheios do Espírito Santo poderiam ver as coisas espirituais, (...) enquanto aqueles que não possuíam o Espírito não poderiam ver nada (...). Eu vi o povo de Deus em uma situação extremamente perigosa, cercado por teias e emaranhados, prestes a ser testado, e muitos prestes a ser enganados e a cair. Agora, OS PERVERSOS serão revelados com todo poder, sinais e falsas maravilhas, a ponto de enganar os eleitos se possível. Essa é a ardente provação com a qual seremos testados. Isso acontecerá para separar e purificar os reais membros do corpo de Jesus; entretanto, essa será uma ardente provação. Cada alma será abalada em seu âmago. O inimigo tentará abalar cada detalhe de nossa crença (...), os ouvintes do solo pedregoso (parábola do semeador) serão manifestoso amor de muitos esfriará. Eu repetidamente disse naquela noite, e diversas vezes desde então, que agora a visão terrível de um falso cristo será vista na Terra e nada além do Cristo vivo em nós pode detectar essa terrível tentativa do inimigo de enganar, pois é com todo engano da injustiça que ele agirá. Ele terá algo equivalente para cada parte da verdade de Deus e uma imitação para cada obra do Espírito. O Espírito deve e será derramado sobre a igreja para que ela seja purificada e cheia de Deus. E exatamente na medida em que o Espírito de Deus trabalha, o falso cristo também trabalhará, de modo que quando nosso Senhor ungir os homens com poder, assim também ele o fará. Isso é peculiar à natureza da provação por meio da qual aqueles que passarem por ela serão tidos por dignos de estar de pé diante do Filho do homem. Haverá uma provação externa, também, e essa será a principal tentação. Ela será trazida por meio do derramamento do Espírito e ampliada na proporção em que o Espírito é derramado. A provação da Igreja vem do Anticristo. (...) Eu repetidamente disse: ó, sejam cheios do Espírito ― tenham a luz de Deus em vós para serem capazes de detectar Satanás; sejam cheios de olhos dentro de si; sejam barro nas mãos do oleiro; sujeitem-se para ser cheios, cheios de Deus. Isso construirá o templo (...). Isto nos habilitará a entrar na festa de casamento do Cordeiro. Eu vi que a vontade de Deus será que todos sejam cheios. Mas o que impediu que a vida real de Deus fosse recebida por seu povo foi seu afastamento de Jesus, o único caminho para o Pai (...). Eles desprezaram a cruz por meio da qual cada porção do Espírito de Deus flui em nós. Todo poder que vem além do sangue de Cristo não procede de Deus (...) Eu vi, naquela noite, e frequentemente desde então, que haverá um derramamento do Espírito no corpo, de tal modo como nunca fora visto outrora, como um batismo de fogo que repudiará toda impureza. Ó, deve haver e haverá grande habitação do Deus vivo como nunca antes, os servos de Deus selados em suas frontes, grande conformidade com Jesus, sua santa, santa imagem vista em seu povo (...). É para isso que, no presente, fomos instruídos a orar muito mais, a fim de que rapidamente estejamos prontos para encontrar nosso Senhor nos ares ― e assim será. Jesus quer sua noiva. Seu desejo é por nós. Aquele que vem, virá e não tardará. Amém e amém. Vem, Senhor Jesus.[1]

 

 

[1] Citado por MacPherson, The Incredible Cover-Up, pp. 151-154. MacPherson combina o relato de MacDonald em Norton’s Memoirs (1840, pp. 171-176) e The Restoration of Apostles and Prophets (1861; p. 15-18). As porções em itálico são desse último.

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