Domingo, 16 de Junho de 2019
   
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Lute por sua Família!

Pastoral

Há uma expressão usada por meus pastores de que gosto bastante. Em situações desafiadoras que colocam em risco até mesmo sua integridade física e que, invariavelmente, exigem grandes sacrifícios, eles dizem: “Eu cairei atirando!”. A ideia presente nessa expressão retrata a disposição e a coragem de um soldado que não retrocede diante do inimigo. Alguém que não cessa o ataque mesmo diante de um exército poderosamente armado. Mostra a coragem e a determinação de um combatente que luta até o fim e que nunca, mesmo sob o risco de perder a vida, desistirá da batalha. A determinação desse homem o fará guerrear mesmo machucado, de modo que, se cair devido aos ferimentos, ele o fará atirando.

Hoje em dia, vivemos em um verdadeiro campo de guerra. Não há, na história da humanidade, relatos de um conflito tão terrível e duradouro. Muitos historiadores consideram a Guerra dos Cem Anos (1337-1453) a mais longa de todos os tempos. A partir da Idade Média, dizem eles, não houve disputa que tenha durado tanto.

O embate a que me refiro, porém, já dura milênios. Para ser mais exato, ele dura desde a queda retratada em Genesis 3. O inimigo não dá tréguas. Ele é astuto, incansável e obstinado. Pedro o compara a um leão que está sempre preparado para devorar os mais desatentos (1Pe 5.8). Ele vem para matar, roubar e destruir (Jo 10.10). Nós não o vemos, mas sabemos bem para onde seus canhões estão apontados: a família.

A família segundo o modelo bíblico está sob ameaça. Os casos de divórcio se multiplicam. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que um em cada três casamentos termina em divórcio em nosso país. Esse índice não afeta somente as partes envolvidas, mas traz danos especialmente aos filhos e a toda a sociedade.

Outro fator que tem contribuído para o esfacelamento da família é o sexo fora do casamento. Como bem disse Andreas J. Kostenberger, em seu livro Deus, Casamento e Família, "uma vez que não ocorre no contexto seguro de um compromisso exclusivo e vitalício, o sexo fora do casamento cobra um alto preço daqueles que se envolvem em adultério ou em outras formas de relacionamento sexual ilícito. Gravidez na adolescência e aborto são os exemplos mais óbvios".

Podemos mencionar, ainda, o homossexualismo como mais uma ameaça contra a família. Além de ser uma prática abominável, filhos que vivem em um ambiente cujos parceiros são do mesmo sexo crescem sem referenciais. Não é sem razão que Deus considera essa prática como algo infame (Rm 1.26-27). Sabe-se de igrejas ditas “cristãs” cujos pastores e membros são, declaradamente, homossexuais. Eles se gabam de ser uma comunidade inclusiva e aberta à diversidade, especialmente relacionada à orientação de gênero. Para justificar suas mazelas, dizem que a Bíblia deve ser interpretada com base, exclusivamente, na cultura presente. Desse modo, a intenção original dos autores da Sagrada Escritura é irrelevante do ponto de vista doutrinário. 

Diante desse cenário caótico, devemos lutar por nossas famílias. Esse embate, todavia, não é comum, nem feito com armas convencionais. Afinal, não se trata de uma luta contra seres humanos, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais (Ef 6.12). Sabemos da força do nosso adversário e de seu poder de destruição. No entanto, o nosso General é o grande Senhor dos exércitos. Não há o que temer.

Sendo a Palavra de Deus nosso manual de fé e conduta, precisamos nos apropriar dela como um instrumento de batalha. Maridos, lembrem-se do seu papel de líder do lar e não sejam omissos quanto a isso. Amem suas esposas, criem seus filhos com disciplina e governem bem suas casas (Ef 5.25; Tm 2.4). Esposas, não se deixem levar pelas vozes deste século, como, por exemplo, a do feminismo. Sejam submissas a seus maridos, agindo como auxiliadoras idôneas (Gn 2.18; Ef 5.22). Sua submissão não as faz inferiores. Lembrem-se que Cristo também se submeteu à vontade do Pai e, nem por isso, deixou de ser Deus Todo-poderoso. Filhos, não sejam uma vergonha para seus pais. Comportem-se com obediência e respeito a eles (Ef 6.1-3).

Assim, faremos frente ao grande oponente da família. Sabemos que nossa missão não é fácil, mas não recuaremos e nem, tampouco, baixaremos a guarda. Muitas vezes nos sentiremos cansados e abatidos, mas, nesses momentos, suplicaremos pelo auxilio do Senhor e fortaleceremos uns aos outros com a força que Deus supre. Mas se, ainda assim, formos atingidos e cairmos, cairemos atirando!

Robson Maciel Alves

 

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