Domingo, 23 de Julho de 2017
   
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A Torre de Babel

 

Depois do dilúvio, a humanidade voltou a crescer em número por meio dos três filhos de Noé. Isso era bom, pois a ordem de Deus aos homens era: "Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a" (Gn 1.28).

Entretanto, a maldade do ser humano não morreu no dilúvio. O capítulo 11 de Gênesis conta que muitos homens se ajuntaram na planície de Sinear, onde hoje é o atual Iraque, e lá se propuseram a edificar uma cidade com uma torre muito alta que teria por função realizar cultos que eram ofensivos a Deus.

Como se esse mal já não bastasse, uma das motivações era ir contra a orientação de Deus de povoarem a terra. O intento desses homens foi expresso em suas próprias palavras: "Vinde, edifiquemos para nós uma cidade, e uma torre cujo topo chegue até os céus, e tornemos célebre o nosso nome, para que não sejamos espalhados por toda a terra" (Gn 11.4).

Apesar de se tratar de um empreendimento muito grande e cheio de obstáculos, uma coisa fundamental era favorável a eles: a linguagem. Naquela época, só existia um idioma e todos falavam a mesma língua. Isso, certamente, era uma grande ferramenta nas mãos daqueles homens.

Deus, então, frustrou os planos deles, não por meio de terremotos, guerras ou pragas, mas simplesmente confundindo sua linguagem. Deus fez com que houvesse muitos idiomas entre aquele povo de forma que um não podia mais compreender o que o outro dizia. A unidade daquele povo terminou quando grupos que possuíam a mesma língua se formaram e partiram buscando para si uma terra. O lugar em que isso tudo aconteceu ficou conhecido como Babel, que significa "confusão".

Para que esse episódio seja sempre relembrado, a base daquela pretensa construção existe até os dias de hoje. Contudo, o que é mais notável que o próprio acontecimento é o que aprendemos sobre o poder da união. O que unia aquele povo era seu idioma. Deus reconheceu isso e disse: "Eis que o povo é um, e todos têm a mesma linguagem. Isto é apenas o começo: agora já não haverá restrição para tudo que intentem fazer" (Gn 11.6).

A lição é clara: quando os homens se entendem e pretendem fazer algo, são uma força insuperável. Essa é uma lição para os nossos dias. Em um tempo em que grupos religiosos arrogam para si o direito de serem os únicos representantes verdadeiros de Cristo, é necessário que haja união entre os que crêem de fato em Jesus, para glorificar e proclamar seu nome.

Essa união não se deve dar entre denominações religiosas, mas entre os cristãos verdadeiros. A Bíblia explica que esses são pessoas que, ouvindo ou lendo o evangelho (Ef 1.13) , perceberam que são pecadoras (Rm 3.23), que Jesus é o Filho de Deus que veio ao mundo em forma humana para morrer no lugar do pecador (Jo 3.16; Fl 2.5-8; 1Tm 1.15; Hb 2.14; 1Jo 4.10) e que ressuscitou ao terceiro dia (1Co 15.3-4). Diante disso, elas crêem em Cristo como seu "único e suficiente" Salvador, obtendo dele o perdão dos pecados, o livramento da culpa, uma nova vida e a salvação eterna (Jo 3.36; Jo 7.38; Rm 5.1; Rm 6.4; Ef 1.7) .

Se você já fez isso e fala a mesma língua que os salvos, una-se ao corpo de Cristo para glorificá-lo. Se ainda não fez, faça! Creia no Senhor Jesus! Só então a confusão vai desaparecer da sua vida e você ajudará a construir outro grande edifício: a Igreja de Deus, real habitação do Senhor.

"Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular; no qual também vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito" (Ef 2:19,20,22).

Pr. Thomas Tronco

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