Quinta, 21 de Setembro de 2017
   
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Sarai e Hagar

 

Abrão tinha 75 anos quando Deus o chamou e prometeu dar-lhe uma terra que passaria aos seus descendentes (Gn 12.4). Passou muito tempo desde então, até que Abrão disse a Deus: "Ó Soberano Senhor, que me darás, se continuo sem filhos e o herdeiro do que possuo é Eliézer de Damasco?" (Gn 15.2). Mas Deus respondeu que esse servo chamado Eliézer não seria seu herdeiro. A herança passaria a um "filho" de Abrão, que lhe daria uma descendência tão numerosa quanto as estrelas do céu.

Entretanto, a demora no cumprimento dessa promessa abalou a esposa de Abrão, uma mulher chamada Sarai. Ela já era velha e, como lhe parecia ser improvável que ainda viesse a ter filhos, sugeriu a Abrão uma solução que tornaria verdadeira a promessa de Deus.

Era costume na época que os filhos gerados pela serva de uma mulher fossem considerados seus próprios filhos. Sarai ofereceu a Abrão sua serva, de nome Hagar, para que tivesse com ela um filho. Esse, nos planos de Sarai, seria o "descendente prometido". Abrão concordou e Hagar ficou grávida. Mas o resultado não foi alegria.

Devido à gravidez, Hagar começou a se sentir mais importante que Sarai e passou a desprezá-la, tendo que fugir diante da sua ira. Deus, então, orientou Hagar para que voltasse à sua senhora e permanecesse em humildade, dizendo que seu filho seria chamado Ismael. Quando isso aconteceu, Abrão tinha 86 anos e pelos próximos catorze anos ele não teve outro filho.

Esse episódio é interessante por dois motivos: o primeiro deles é que nos ensina como Deus é paciente ao cumprir seus planos. Desde a promessa de um descendente a Abrão, passaram-se cerca de duas décadas até que Deus lhe deu Isaque. Isso deve nos tranqüilizar em meio a problemas que "parecem" ter fugido do controle de Deus. A eventual demora da atuação do Senhor não quer dizer que esteja incapacitado, mas que tem propósitos que cumpre com sabedoria e paciência.

O segundo motivo é que aprendemos sobre a tendência natural que as pessoas têm de tentar ajudar Deus quando "parece" que o objetivo é difícil demais. Esse foi o erro de Sarai diante da demora e das dificuldades naturais, ou seja, sua infertilidade e a idade avançada do casal. Ela imaginou que Deus não conseguiria fazer o que prometeu e que era responsabilidade dela encontrar um meio para viabilizar o plano do Senhor. O resultado foi sofrimento.

Essa tendência persiste até hoje. Deus fez outras promessas que também "parecem" demoradas ou limitadas. A mais importante delas foi a de enviar seu Filho para salvar os pecadores. Contudo, Jesus Cristo veio ao mundo e os homens o mataram, "parecendo" a muitos que Deus foi derrotado diante da humanidade e do mal. Mas a verdade é que Jesus veio justamente para morrer pelos pecadores, assumindo a condenação que recairia sobre eles.

Agora, Jesus nos diz: "Quem crê em mim tem a vida eterna" (Jo 6.47). Porém, os homens acham que apenas crer em Jesus é não traz salvação. Antes, tentam ajudar Deus em seu propósito: procuram fazer boas obras para serem merecedores do céu, buscam filosofias cujo conhecimento seja capaz de libertar suas almas e devotam-se a outros mediadores que possam ser mais compassivos que o próprio Cristo. Mas nenhum desses meios obtém êxito.

Deus determinou salvar as pessoas por meio da fé em seu Filho Jesus Cristo e esse é o único modo pelo qual Deus cumpre sua promessa. Ele não aceita outro caminho, assim como não aceitou outro filho de Abrão. Por isso, creia em Cristo como seu Salvador pessoal e descubra o poder que Deus tem para cumprir a promessa de lhe dar a vida eterna.

"Porquanto, há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem" (1Tm 2.5).

Pr. Thomas Tronco

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