Quinta, 23 de Março de 2017
   
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Divisão entre Irmãos

Uma triste realidade presente na igreja é um dos efeitos do pecado que transparece na forma de conflitos entre irmãos. As circunstâncias particulares são as mais variadas, mas o resultados é quase sempre o mesmo: inimizade e separação.

Isso já causou conflitos na igreja que culminaram até em guerras. Atualmente, podemos ver consequências de conflitos entre irmãos na forma de inimizades dentro da igreja local, de divisões de igrejas grandes ou pequenas e de um número imenso e crescente de denominações. 

Desde os tempos antigos, essa triste realidade está presente no mundo dos relacionamentos. Como as causas e efeitos geralmente seguem um padrão, faremos uma breve análise da divisão de Israel, em 971 a.C., em reinos do Norte (Israel) e do Sul (Judá), sabendo que, mesmo em uma situação peculiar distante da nossa realidade, o coração daqueles homens não era diferente do nosso (Ec 7.29; Jr 17.9).

A intenção desse artigo é fornecer base bíblica para a reflexão detida sobre o assunto. Nesse sentido, tomando o exemplo da divisão de Israel, podemos enumerar algumas características da divisão entre irmãos:

1. Começa por causa de pecados (1Rs 11.26-33,40).

2. É motivada por uma imagem pessoal de grandeza (1Rs 12.1).

3. É marcada pela falta de sabedoria (1Rs 12.2-11).

4. Acontece em meio a palavras duras (1Rs 12.12-15).

5. Há suspensão das relações mediante uma revolta baseada na justiça pessoal e no orgulho (1Rs 12.16).

·    No caso da justiça pessoal, não somente quem comete o erro é atingido, mas também quem tem a justiça ao seu lado. A busca desenfreada e desmedida pelos seus direitos também torna o homem responsável pelos conflitos. Em 1Co 6.6,7, Paulo dá a ideia de que, para preservar alguns valores, é melhor sofrer dano do que buscar a justiça que destrói áreas vitais da vida da igreja.

6. O relacionamento vai piorando diante de novos acontecimentos de um lado e de outro (1Rs 12.17-21).

Que situação triste! É claro que tamanha demonstração de falta de amor e de humildade não traria poucos danos. A divisão iniciada entre irmãos pode atingir resultados indesejáveis. No caso de Israel, as consequências foram:

A. O conflito evoluiu para uma situação irreversível (1Rs 12.19,20).

B. Deu lugar a mais pecado (1Rs 12.26-30).

C. O mau exemplo foi seguido por outros (2Rs 17.22,23).

D. Nenhum dos lados venceu ou teve paz (1Rs 14.30).

E. Ambos colheram tristes resultados no futuro por terem entrado num caminho que foi se afastando cada vez mais do ideal de Deus (2Rs 17.5,6,22,23; 25.1,8,9).

Diante desse problema, que soluções ou meios de prevenção podemos adotar para que essa triste realidade não tenha lugar nas nossas vidas e nas nossas igrejas? A Bíblia nos dá diversas diretrizes:

1. Amor pelos irmãos (Rm 12.10; 1Pe 1.22; 4.8 cf. Pv 10.12).

2. Disposição de servir (Jo 13.12-17; Lc 10.36,37; 1Pe 4.10).

·    Note que Jesus serviu não apenas aqueles que o amavam, mas também a quem ele sabia que o trairia (Jo 13.11,18 cf. Mt 5.46).

3. Perdoar e pedir perdão aos irmãos (Mt 5.23-26; Mc 11.25,26; 2Co 2.10,11; Ef 4.32; Cl 3.13).

·    Parte da ordem de Tg 4.7 de resistir ao diabo é cumprida por meio do perdão entre os irmãos.

4. Ter uma correta visão de si mesmo (Pv 3.7; Mt 23.12; Rm 12.3; 1Co 8.2).

5. Desejar glorificar e servir a Deus na vida diária (Mt 5.16; Jo 15.8; Ef 6.7).

6. Dar testemunho da regeneração (Jo 13.35; 15.12-14; 1Jo 3.23).

·    Tanto Jo 15.12-14 como 1Jo 3.23 demonstram que a salvação em Cristo é notada de forma prática por meio do amor pelos irmãos.

Pr. Thomas Tronco

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