Segunda, 23 de Janeiro de 2017
   
Tamanho do Texto

Pesquisar

Estudo 7 - A Inspiração da Bíblia

 

Apesar de haver um consenso geral sobre a inspiração da Bíblia, há uma variedade de conceitos a respeito do que ela vem a ser. Alguns se concentram na ação dos autores, outros nos escritos e outros nos leitores. Alguns relacionam a inspiração à mensagem central da Bíblia, outros aos pensamentos e outros às palavras.

Essas diferenças, frutos dos infindos ataques que a Bíblia recebeu nos últimos dois séculos, tornam necessário o estudo acerca da “inspiração da Bíblia”.

 

O RELATO BÍBLICO A RESPEITO DA INSPIRAÇÃO

A doutrina da inspiração não é invenção de teólogos. A própria Bíblia a expõe enfaticamente. Ela dá testemunho de si mesma (o que não é considerado válido pelos seus inimigos) e tem testemunho da história.

Observemos alguns textos bíblicos:

1) 2Timóteo 3.16

Esse texto mostra a extensão da inspiração (toda a Escritura). No contexto bíblico, Escritura significa tanto o AT como o NT (Lc 24.45; Jo 10.35; Lc 4.21; 1Tm 5.18 cf. Dt 25.4 e Lc 10.7; 2Pe 3.16).

Fica claro que a inspiração vem da parte de Deus. As Escrituras foram “sopradas por Deus” (significado de inspiração).

O propósito da inspiração é tornar as Escrituras “úteis”. Assim, a Bíblia veio de Deus para nos mostrar como viver e o que devemos fazer.

2) 2Pedro 1.21

Esse texto mostra que Deus usou autores humanos, movendo-os para esse fim pelo Espírito Santo. O mesmo verbo “mover” é também usado em At 27.15 e nos ajuda a entender seu sentido. Durante a tempestade, os marinheiros não estavam dormindo nem inativos, mas era o vento quem, de fato, os levava.

Outro fator importante revelado nesse texto é que não foi a vontade humana quem produziu as Escrituras. A vontade humana pode falhar e pode produzir erros. Porém, não é assim com a vontade de Deus. Isso atesta a inerrância bíblica.

Resumindo, 2Pe 1.21 diz que Deus usou homens e deixou para nós uma Bíblia totalmente confiável.

3) 1Coríntios 2.13

Aqui fica claro que a revelação de Deus chegou até nós por meio de palavras. Assim, Deus não só inspirou as ideias reveladas pela Bíblia, mas as palavras que a compõe.

Ou seja, as palavras usadas na Bíblia foram inspiradas por Deus.

4) Uma Compilação de Dados

Vejamos a variedade de material que Deus fez os autores incluírem na Bíblia:

a)     Diretamente de Deus: (Dt 9.10).

b)    Pesquisado: (Lc 1.1-4).

c)     Profético: aproximadamente, 25% da Bíblia consiste em profecias, boa parte já cumprida com exatidão. Nenhum homem poderia acertar 100% das profecias se fizesse por si mesmo.

d)    Histórico: boa parte da Bíblia é histórica, a maior parte escrita por homens que viveram o que foi relatado.

e)     Outros: a Bíblia registra algumas coisas que não são verdadeiras – como as mentiras de Satanás (Gn 3.4-5) –, mas o faz de maneira precisa, como realmente aconteceram. Também contém citações de escritos de pessoas incrédulas (Tt 1.12), além de trechos que revelam experiências pessoais e emoções (Rm 9.1-3). Contudo, essa variedade de material é registrada com precisão.

 

DEFINIÇÃO DE INSPIRAÇÃO

Uma definição abrangente de inspiração seria: Deus supervisionou os autores humanos da Bíblia para que compusessem e registrassem, sem erros, sua mensagem à humanidade utilizando as palavras de seus escritos originais.

Isso significa que Deus não ditou as palavras da Bíblia (algumas vezes até o fez) para os escritores, mas os supervisionou soberanamente para que, no uso de suas capacidades mentais e habilidades, compusessem um material que fosse verdadeiro (Jo 17.17) e que fosse o que Deus desejava nos revelar.

 

DESVIOS DA DOUTRINA DA INSPIRAÇÃO

a)     Inspiração natural — Crê que os autores escreveram sem a supervisão de Deus.

1)    Deus não inspirou as palavras;

2)    A Bíblia está no mesmo patamar de outros escritos; e

3)    Exclui a inerrância e a infalibilidade.

b)    Inspiração mística — Crê que a Bíblia foi escrita por homens cheios do Espírito Santo. De igual modo outros escritos, como os dos pais da igreja e de grandes homens durante a história. Nesse caso:

1)    Outros escritos seriam tão inspirados quanto a Bíblia;

2)    Os livros da Bíblia não são infalíveis; e

3)    A Bíblia representa uma importante literatura religiosa que pode, inclusive, conter mensagens de Deus.

c)     Níveis de inspiração — Crê que algumas partes da Bíblia são mais inspiradas que outras. Toda a Bíblia seria inspirada por Deus, porém, com diferença no grau de inspiração entre as partes.

d)    Inspiração parcial — Crê que algumas partes da Bíblia foram inspiradas por Deus e outras não. Nesse ponto de vista, o que é inspirado é o propósito da Bíblia. Assim, quando fala da salvação, ela é confiável, mesmo que tenha erros históricos ou científicos.

e)     Inspiração conceitual — Crê que os conceitos bíblicos são inspirados e não as palavras. Assim, a mesma ideia exposta de outro modo é tão inspirada quanto a original.

f)     Inspiração neo-ortodoxa — Nesse caso, a revelação está centrada em Jesus Cristo. A Bíblia, mesmo possuindo erros, é válida ao nos apresentar Jesus. Assim, a Bíblia é produto humano falível, mas pode se tornar a Palavra de Deus quando lida por nós. Ou seja, a Bíblia se torna Palavra de Deus quando Cristo fala conosco em suas páginas. Desse modo, a Bíblia não possuiria autoridade, mas seria um bom instrumento nas mãos de Cristo, apesar de possuir erros.

 

VOLTAR

Este site é melhor visualizado em Mozilla Firefox, Google Chrome ou Opera.
© Copyright 2009, todos os direitos reservados.
Igreja Batista Redenção.