Segunda, 11 de Dezembro de 2017
   
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Como Jacó Ficou Rico

Gênesis 30 conta que depois de constituir família enquanto trabalhava para seu tio em Harã, Jacó manifestou o desejo de voltar para sua terra natal. Em face disso, Labão pediu que Jacó ficasse e, então, ambos fizeram um acordo. Jacó ficaria desde que as ovelhas salpicadas e pintadas, os cordeiros pretos e todas as cabras salpicadas e pintadas que nascessem no rebanho de Labão lhe fossem dadas como salário.

Feito o acordo, porém, Labão separou astuciosamente todos os animais malhados, deixando com Jacó somente aqueles que não podiam gerar filhotes com as características que lhe fossem vantajosas.

Contudo, sem que Labão soubesse, Jacó também usou de um ardil. Ele pegou galhos verdes e os descascou, fazendo neles listras brancas e colocando-os, em seguida, junto aos bebedouros. Na época do cio, quando os animais vinham beber água, eles acasalavam diante daqueles galhos. O resultado era que os filhotes nasciam malhados e salpicados. Jacó fazia isso sempre que as fêmeas fortes do rebanho acasalavam junto aos bebedouros. Quando vinham as fêmeas fracas, ele tirava as varas e os filhotes nasciam sem manchas ou listras. Assim, os filhotes fortes ficavam com Jacó e os fracos com Labão. Foi desse modo que Jacó enriqueceu.

Duas lições podem ser extraídas dessa história. A primeira é que Deus é bom apesar da nossa maldade. Jacó era um homem sagaz. Ele agia às escondidas visando a obter vantagens pessoais em detrimento do bem do outro. Contudo, apesar disso, Deus mostrou-se bondoso para com ele, provando que seu favor se baseia no que Deus é e não no que nós somos.

A segunda lição é que Deus é bom apesar da nossa ignorância. Jacó acreditava na superstição de que animais que concebiam diante de varas descascadas nasciam pintados. Ele cria que uma espécie de "simpatia" seria eficaz para produzir o que ele desejava. Apesar disso, Deus o abençoou, fazendo com que os filhotes nascessem malhados e listrados.

Assim, essa história nos mostra porque Deus, muitas vezes, nos abençoa mesmo quando cometemos pecados e também porque em muitas ocasiões ele age em favor de pessoas que crêem que podem receber bênçãos por causa de uma prática supersticiosa qualquer. Ainda que ele reprove e também castigue a maldade e a superstição, é bom saber que sua bondade, invariavelmente, as ultrapassa, impedindo que o Senhor nos dê sempre aquilo que merecemos.

A maior prova de que Deus nos trata com bondade, apesar da nossa maldade e crenças vazias, foi o fato de ele ter enviado seu Filho para morrer por nós. Mesmo sendo inimigos dele, ignorantes da verdade e fracos, ele entregou Cristo para sofrer as conseqüências do mal que estava em nós. E assim como a sua bondade fez com que ele viesse até nós, agora, ela convida a irmos a ele, deixando a maldade e as crendices vazias e tornando-nos parte do seu rebanho. Pois a bondade de Deus não somente dá ovelhas a homens maus como fez com Jacó. Sua bondade também transforma homens maus em ovelhas, como fará com você hoje mesmo, caso receba Jesus pela fé.

As minhas ovelhas ouvem a minha voz... Eu lhes dou a vida eterna, e elas jamais perecerão. (João 10.27-28)

Pr. Marcos Granconato

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