Quarta, 29 de Março de 2017
   
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Jacó Reencontra Esaú

Gênesis 33 é o relato do reencontro de Jacó e de Esaú após duas décadas de separação. A causa desse longo afastamento foi a fuga de Jacó para Harã a fim de não ser morto pelo irmão a quem enganou.

Jacó se preparou para rever Esaú enviando-lhe previamente 550 animais como presente (Gênesis 32.13-15). Ao ver seu irmão se aproximar em companhia de 400 homens, Jacó enfileirou sua família de modo a proteger seus preferidos deixando-os mais distantes, e ele mesmo foi à frente de todos se curvando sete vezes diante de Esaú. Surpreendentemente, sem demonstrar qualquer ressentimento, Esaú foi até Jacó, o abraçou e beijou e ambos choraram.

Esaú também demonstrou grande interesse em conhecer a família de Jacó e não pareceu estar interessado nos bens do seu irmão que lhe foram enviados pelo caminho. Diante disso, Jacó teve que insistir para que Esaú aceitasse o presente. Finalmente, Esaú convidou Jacó para acompanhá-lo à sua terra e se prontificou a auxiliá-lo na viagem. Jacó agradeceu a acolhida e partiu dali para Sucote e depois para Siquém, onde se estabeleceu.

Duas coisas devem nos chamar a atenção nessa história. A primeira é a disposição de Jacó de presentear seu irmão, de quem ele retirou as bênçãos ao enganá-lo e também a seu pai. A humildade com que Jacó se encontrou com seu irmão demonstra que ele tinha consciência do erro que havia cometido no passado. Também demonstra que tinha o desejo de reparar um pouco do mal que fez compartilhando com o irmão as posses com que Deus o abençoou. Nisso Jacó fez muito bem.

O Senhor Jesus ensinou que quando se ofende alguém, deve haver reconciliação: "Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta" (Mateus 5.23,24). O pedido de perdão e a reconciliação são fatores fundamentais para a manutenção da comunhão com Deus.

A segunda é a disposição de Esaú de receber seu irmão com alegria, mesmo depois de tudo o que aconteceu. Esaú tinha muitos motivos para odiar Jacó e ainda desejar matá-lo. Algumas mágoas nunca são esquecidas. Mas Esaú, deixando o passado, foi ao encontro do irmão e confirmou o amor que tinha por ele.

Jesus também ensinou que quando se é ofendido por alguém, o perdão deve acontecer incondicionalmente com base no perdão que Deus dá ao pecador arrependido: "E, quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que vosso Pai celestial vos perdoe as vossas ofensas. Mas, se não perdoardes, também vosso Pai celestial não vos perdoará as vossas ofensas" (Marcos 11.25,26). Os dois textos supõem situações onde Deus é cultuado pelo homem. Em ambos Jesus ensina ser necessário o perdão.

Há mais um tipo de perdão que é requerido para que haja comunhão com o Senhor: o perdão de Deus. Os pecados do homem ofendem a santidade de Deus e é necessário haver reparação pelo mal. Por esse motivo, Jesus morreu pelos pecadores a fim de punir sua culpa e perdoar suas faltas. Agora, por meio da fé, o homem pode obter o pleno perdão dos seus pecados e ter acesso a Deus por meio de Cristo. Creia no Senhor Jesus! Ele estará de braços abertos e pronto para perdoá-lo.

"E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos" (Colossenses 2.13).

Pr. Thomas Tronco

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