Terça, 17 de Outubro de 2017
   
Tamanho do Texto

Pesquisar

Estudo 33 - Os Resultados da Salvação

 

Uma lista exaustiva de todas as consequências e benefícios advindos da salvação tornaria esse estudo extremamente extenso. Vamos alistar apenas alguns resultados da salvação em Cristo.

 

1 – JUSTIFICAÇÃO

A)    O significado de justificação – Justificar significa “declarar alguém justo”. Tanto em hebraico (צָדַק) como em grego (δικαιόω) a ideia é de “anunciar” ou “pronunciar” alguém justo. Observe o contraste entre justificar e condenar em Dt 25.1; 1Rs 8.32; e Pv 17.15;

B)    O processo de justificação O Senhor declarou pecadores como “justos” ao fazê-los justiça de Deus em Cristo (2Co 5.21), dando a muitos o dom da justiça (Rm 5.17,19). Esse processo se dá em 5 passos (Rm 3.21):

1.     O plano (v.21): a obra de Cristo foi vista e anunciada pelos profetas, demonstrando o plano de Deus de justificar os pecadores por meio do seu Filho;

2.     O pré-requisito (vv.22,23): a fé em Cristo é o único meio para a justificação;

3.     O preço (vv.24,25): o preço pago pela justificação foi o sangue de Cristo;

4.     A posição (v.24): quando alguém crê, essa pessoa está “em Cristo”, o que a torna justa;

5.     O pronunciamento (vv.25,26): a justificação faz com que Deus se torne o justificador daqueles que ele declara justos.

 

2 – JULGAMENTO DA NATUREZA PECAMINOSA

A)    O julgamento livra o crente do poder do pecado – O poder do pecado está ligado à velha natureza do homem perdido. Pela fé, a morte de Cristo passa a ser nossa própria morte de modo que essa velha natureza é julgada e condenada (justificação, cf. Rm 6.7). O resultado é a certeza de que um dia essa velha natureza deixará de existir e a realidade de uma nova natureza já no presente.

B)    O julgamento livra o crente do domínio do pecado – O texto de Rm 6.1-14 é claro ao demonstrar que o resultado da anulação do poder da velha natureza tem como resultado: a) o fim da escravidão do pecado que obrigava a pessoa a cometer pecados e servir a Satanás; e b) a possibilidade de andar em obediência a Deus, fugindo do pecado.

 

3 – COMUNHÃO FAMILIAR DO CRISTÃO

A morte de Cristo dá ao crente o privilégio de ter comunhão com a família de Deus (1Jo 1.5-10). Contudo, há duas condições para o desfrute dessa comunhão:

a)     Conformar-se ao padrão da luz;

b)    Confessar os pecados.

 

4 – FIM DA LEI

A morte de Cristo trouxe o “fim da Lei” (Rm 10.4). Esse texto pode ser interpretado de duas maneiras: a) Cristo pôs fim à Lei; b) Cristo cumpriu a Lei (cf. Mt 5.17). Apesar de Cristo ter, de fato, cumprido a Lei, o que Paulo tem em mente ao dizer que “o fim da Lei é Cristo” é no sentido de Cristo ter posto um fim definitivo ao conceito de “salvação por obras” para ficar claro que “a salvação gratuita é pela fé em Cristo” (Rm 9.30-33).

Uma dúvida que surge é “que lei foi finda em Cristo”. A lei em questão é a Lei Mosaica. Ela se divide basicamente em: lei moral, lei cerimonial e lei judicial. Apesar de haver quem defenda que Jesus aboliu apenas uma parte da Lei Mosaica, ela é uma unidade indivisível (Tg 2.10). Paulo inclui a própria lei moral no que ele chamou de “ministério da morte” (2Co 3.7).

O motivo da abolição da antiga Lei é que houve a introdução de um sacerdócio superior, implicando uma “mudança de sacerdócio” (Hb 7.11,12). Assim, apesar de os justos preceitos da Lei servirem de parâmetro de conduta para o cristão guiado pelo Espírito Santo (Mt 23.23; Rm 8.3,4), de modo algum o cumprimento das suas cláusulas podem trazer justiça a quem quer que seja (At 13.39; Rm 3.20; Gl 2.16).

 

5 – ADOÇÃO

Adoção é o ato divino que integra os que creem em Cristo à família de Deus (Jo 1.12). Isso envolve o processo de “regeneração” (Jo 3.3).

Paulo fala de dois grupos que foram “adotados” por Deus:

a)     Israel como nação (Rm 9.4 cf. Ef 4.22). Esse não é um aspecto em que a salvação eterna é pressuposta para cada membro do Israel étnico;

b)    Cristãos como indivíduos (Gl 4.5; Ef 1.5; Rm 8.15,23).

Alguns resultados da adoção por meio da fé são:

a)     Sermos incluídos em uma família à qual não pertencíamos naturalmente (Ef 1.5 cf. 2.3);

b)    Libertação do antigo sistema de vida (Gl 4.5);

c)     Ter todos os direitos e privilégios de fazer parte da família de Deus (Rm 8.17; Gl 4.7).

 

Este site é melhor visualizado em Mozilla Firefox, Google Chrome ou Opera.
© Copyright 2009, todos os direitos reservados.
Igreja Batista Redenção.