Domingo, 26 de Março de 2017
   
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José e Faraó

Gênesis 41 conta que dois anos depois de José ter interpretado o sonho do copeiro-chefe do Faraó na prisão, o próprio Faraó teve um sonho que o perturbou. Primeiro ele sonhou com sete vacas gordas que eram devoradas por sete vacas magras. Depois sonhou com sete espigas grandes que eram devoradas por sete espigas mirradas.

Faraó chamou todos os seus sábios para saber o significado desse sonho, mas nenhum deles foi capaz de interpretá-lo. Então, o copeiro-chefe se lembrou de como José interpretou seu sonho na prisão e informou o Faraó que, imediatamente, mandou chamar José na prisão.

Na presença do Faraó, José interpretou seu sonho dizendo que as sete vacas gordas e as sete espigas grandes significavam que o Egito passaria por um período de sete anos de colheitas fartas. As vacas magras e as espigas mirradas que devoravam seus antecessores, significavam que após as boas colheitas haveria 7 anos de fome que faria com que a fartura fosse esquecida.

Dada a interpretação ao Faraó, José ousou aconselhá-lo a nomear um homem sábio que construísse celeiros e recolhesse neles um quinto de toda a produção anual ao longo dos sete anos bons que viriam. Com esses estoques o povo não pereceria. Faraó gostou tanto do conselho que nomeou o próprio José para ser governador do Egito e cuidar dos preparativos para os anos de fome. José se tornou, então, o homem mais poderoso do Egito, apenas abaixo do próprio Faraó.

Desse modo, José trabalhou sete anos ajuntando grãos até não poder mais contá-los. Quando chegou a fome, José abriu os celeiros e começou a vender grãos para pessoas de todas as partes. Isso garantiu a sobrevivência das nações e fez com o que Faraó se tornasse muito rico.

José conheceu os dois extremos da vida: a incontável riqueza e a miserável pobreza. Dormiu entre as sedas de um palácio e entre os vermes de uma prisão. Comeu os manjares do Faraó e os restos dos detentos. Mas tanto em uma situação como em outra, sua atitude foi a mesma. Ele era fiel a Deus, submisso ao seu superior e honesto nos seus negócios. Deus era sua principal preocupação e seu testemunho glorificava o nome do Senhor.

Quando olho para José lembro-me de muitas pessoas que agiram mal nos dois extremos em que José viveu. Lembro-me de pessoas que no sofrimento abandonaram o Senhor e a igreja com a desculpa de que suas situações de vida as "obrigaram" a seguir outros rumos e todos tinham que entender isso. Também me vêem à lembrança pessoas que nos melhores momentos das suas vidas não tinham mais tempo para o Senhor, pois havia muito o que aproveitar da vida. Tanto uns quanto outros se viram distantes dos retos caminhos de Deus, justificando suas atitudes nas circunstâncias da vida.

Mas quando olhamos para pessoas como José e Paulo, vemos que as circunstâncias não ditam as atitudes dos servos de Deus, mas sim seus corações. O apóstolo Paulo escreveu aos filipenses dizendo: "...aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece" (Filipenses 4.11-13). Isso não é masoquismo ou pretensão, mas amor e submissão a Deus.

Não deixe que as circunstâncias ditem seus rumos, mas submeta-se àquele que comanda todas as situações. Deixe que ele seja o Senhor da sua vida. Entregue-se a Jesus Cristo.

"Logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim" (Gl 2.20).

Pr. Thomas Tronco

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