Segunda, 26 de Junho de 2017
   
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Os Irmãos de José Vão ao Egito

 

Quando a fome anunciada em sonhos a Faraó veio sobre o mundo inteiro de então, Jacó enviou seus filhos ao Egito para ali comprar trigo (Gênesis 42). Somente Benjamim ficou em Canaã, junto com seu pai que não deixou que ele partisse. Seus outros dez filhos desceram ao Egito e ali se juntaram a outros homens que também buscavam comprar alimento.

Como governador, José administrava a venda do trigo. Quando viu seus irmãos, imediatamente os reconheceu, mas eles não perceberam que aquele poderoso governante era o irmão que eles tinham vendido aos ismaelitas há tantos anos antes. Diante de José todos se prostraram e ele se lembrou dos sonhos que tivera quando jovem e que prenunciavam que ele seria soberano acima de todos os seus familiares.

José não se revelou de imediato aos outros filhos de Jacó. Antes, usou de um artifício para obter informações sobre seu pai e seu irmão mais novo, Benjamim. Falando com eles por meio de um intérprete, José os acusou de terem vindo de um outro país para espionar a terra e detectar seus pontos fracos. Obviamente eles negaram e disseram que eram todos filhos de um mesmo pai, que antes eram doze, que um havia morrido e que o outro permanecera em casa. José, porém, insistiu na acusação, lançou-os na prisão por três dias e depois os soltou sob a condição de que provassem sua inocência trazendo-lhe o irmão caçula. Enquanto isso, como garantia, Simeão ficaria no Egito preso como suspeito.

Foi terrível o impacto disso tudo sobre aqueles dez filhos de Jacó. Sem saber que José os compreendia, eles conversaram entre si diante dele, dizendo que toda aquela angústia era punição de Deus pela maldade que tinham feito com seu jovem irmão. Com pesar lembraram de suas súplicas desesperadas, às quais não tinham dado ouvidos, e reconheceram que chegara a hora de prestarem contas do sangue de José que, segundo pensavam, já devia estar morto. José ouviu toda essa conversa. Emocionado retirou-se e chorou. Depois voltou e manteve suas exigências. Simeão foi acorrentado diante dos demais.

Algumas lições importantes decorrem dessa história: nela vemos um Deus justo que cedo ou tarde pune o pecado; nela percebemos a provisão de Deus que, em meio aos erros dos homens, traça um caminho para proteger seu povo da destruição trazida pela fome; a partir dela também aprendemos que o Senhor tem o controle da história, dirigindo-a como bem quer, elevando uns e humilhando outros.

Porém, a lição que talvez aflore com mais nitidez nesse episódio da Escritura é que Deus cumpre aquilo que diz. Ele disse que haveria fartura seguida de fome e foi isso o que aconteceu. Antes disso, ele revelou que os irmãos de José se curvariam diante dele e, por mais que isso parecesse impossível na época, foi exatamente o que ocorreu.

Não se pode duvidar do que Deus diz, mesmo quando sua palavra parece impossível de se realizar. Ele sempre a cumprirá. Uma das verdades mais importantes que ele revelou foi a seguinte: "Quem crê no Filho tem a vida eterna; já quem rejeita o Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele" (Jo 3.36). Jamais duvide da veracidade disso. Vida eterna ou ira aguardam todos os homens. É a palavra de Deus que o diz. Portanto, para ter vida, peça que Cristo perdoe os seus pecados e, pela fé, receba-o como Salvador. Quando a palavra de Deus se cumpriu na história que estudamos, para José foi um momento de exaltação. Já para os seus irmãos foi uma hora de angústia. Como será com você?

Pr. Marcos Granconato

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